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Feira Nacional de Artesanato dá palco às Rendas de Bilros de Vila do Conde
A valorização, transmissão e salvaguarda das Rendas de Bilros voltam a marcar presença na Feira Nacional de Artesanato (FNA), a decorrer em Vila do Conde até 9 de agosto, no âmbito da Operação de Inscrição desta arte no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial (INPCI).
29 de julho 2026

Feira Nacional de Artesanato (FNA), a decorrer em Vila do Conde até 9 de agosto, volta a afirmar-se como um espaço privilegiado de valorização, transmissão e salvaguarda das Rendas de Bilros, integrando um conjunto de iniciativas enquadradas no âmbito da Operação de Inscrição das Rendas de Bilros de Vila do Conde no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial (INPCI).
Ao reunir artesãos, rendilheiras, investigadores e público em torno desta arte secular, a FNA assume-se como o palco ideal para promover a participação da comunidade e reforçar o reconhecimento de um saber-fazer que constitui uma das mais importantes expressões da identidade cultural de Vila do Conde.
Ao longo do certame, o programa contempla diversas atividades dedicadas às Rendas de Bilros, promovendo diferentes formas de contacto com esta tradição.
No dia 31 de julho, pelas 16h00, realiza-se uma Oficina de Renda de Bilros, proporcionando ao público (crianças e adultos) a oportunidade de conhecer de perto as técnicas e os processos de execução desta arte. A programação regressa ao tema no dia 8 de agosto, pelas 16h30, com a iniciativa “À conversa – Renda de Bilros”, um momento de partilha e reflexão sobre o presente e o futuro desta manifestação patrimonial, com a participação de rendilheiras de diferentes gerações. A 9 de agosto, pelas 18h00, terá lugar uma nova Oficina de Renda de Bilros, reforçando a dimensão pedagógica e participativa do evento.
Um dos momentos mais emblemáticos da programação acontece, porém, no dia 2 de agosto, com a realização do já tradicional Dia da Rendilheira, uma iniciativa que homenageia as mulheres que, ao longo de gerações, têm preservado e transmitido este saber-fazer singular. O encontro reunirá rendilheiras de diferentes gerações num momento de convívio, demonstração e valorização pública das Rendas de Bilros, dando visibilidade à comunidade que continua a assegurar a vitalidade desta manifestação do património cultural imaterial.
Recorde-se que a ADAPVC – Associação para Defesa do Artesanato e Património de Vila do Conde se encontra atualmente a desenvolver o processo de candidatura das Rendas de Bilros de Vila do Conde ao Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial (INPCI), através de uma operação cofinanciada pelo Programa NORTE 2030.
Esta iniciativa assenta num amplo trabalho de investigação histórica, documentação, inventariação, recolha de testemunhos orais, registo audiovisual e mobilização da comunidade de rendilheiras, envolvendo igualmente ações de sensibilização e participação pública. O objetivo é reunir a informação necessária para o processo de inventariação e, simultaneamente, contribuir para a salvaguarda, valorização e transmissão deste saber-fazer às gerações futuras, reforçando o reconhecimento das Rendas de Bilros como uma expressão maior da identidade cultural de Vila do Conde.
As atividades promovidas durante a Feira Nacional de Artesanato constituem, por isso, uma componente importante desta operação, permitindo aproximar o público do universo das Rendas de Bilros, estimular a transmissão intergeracional de conhecimentos e reforçar a participação ativa da comunidade rendilheira no processo de salvaguarda deste património. Ao proporcionar experiências de aprendizagem, demonstração e reflexão, a FNA contribui para consolidar o reconhecimento social desta arte e para evidenciar a sua relevância cultural no contexto nacional.
A Feira Nacional de Artesanato afirma-se, assim, como um espaço de encontro entre tradição, conhecimento e participação comunitária, onde o património cultural imaterial é vivido, partilhado e transmitido. É neste contexto que as Rendas de Bilros encontram o palco ideal para continuar a afirmar a sua importância na identidade de Vila do Conde.
Foto: DR



