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Banhos de São Jorge já pensam nos 20 anos na Quinta do Castelo

A dois anos de completar duas décadas na Quinta do Castelo, os Banhos de São Jorge querem continuar a crescer e a atrair mais visitantes. A iniciativa cumpre 18 anos neste espaço e volta a integrar a Viagem Medieval, que decorre em Santa Maria da Feira até amanhã, domingo, naquela que é a 30.ª edição do evento.

A continuidade na Quinta é uma das prioridades para os próximos anos. Teresa Vieira, diretora executiva das Termas de São Jorge, entidade promotora da iniciativa, quer “continuar a contar com este espaço e poder dá-lo a conhecer ao maior número de pessoas”.
A responsável admite também a possibilidade de acrescentar novas experiências e alargar a área ocupada. “Se nós pudéssemos acrescentar a este espaço mais alguma experiência, também de fruição, mas que pudesse trazer uma nova oferta à Viagem Medieval e, quiçá, alargar um pouco mais o espaço da Quinta, seria ótimo”, afirma.
A história dos Banhos de São Jorge na Viagem Medieval começou em 2007, com uma primeira edição junto ao Castelo da Feira. No ano seguinte, a iniciativa mudou-se para a Quinta do Castelo, acompanhando a reabertura do espaço à comunidade. Teresa Vieira recorda que “há 18 anos abrimos novamente as portas da Quinta à cidade” e que, depois da primeira experiência junto ao Castelo, os Banhos passaram para o espaço onde permanecem.
Ao longo das edições, o projeto foi crescendo e conquistando novas áreas. Uma evolução que, segundo a diretora executiva, tem sido feita também em função da resposta dos visitantes, procurando perceber “aquilo que gostam, aquilo que mais nos pedem” e adaptar a experiência de ano para ano.
Num dos espaços mais tranquilos da Viagem Medieval, a água e a natureza ajudam a marcar um ritmo diferente daquele que se vive no restante recinto. Banhos pulverizados, unguentos, infusões aromáticas, sons de harpa e caminhadas sensoriais recuperam antigas práticas ligadas às águas termais e procuram dar a conhecer o legado do termalismo.
É também um público com características próprias que procura a Quinta do Castelo. Teresa Vieira considera que quem entra nos Banhos de São Jorge vem “experienciar a Viagem muito mais do que percorrer a Viagem”.

E nem todos chegam de propósito. Alguns visitantes descobrem o espaço pela primeira vez sem saber o que vão encontrar e acabam por regressar. “Alguns vêm ao engano, vêm pela primeira vez, não sabem muito bem o que vão encontrar, ficam e começam a vir todos os anos quando vêm à Viagem”, conta.

Nesta 30.ª edição, dedicada ao Condado Portucalense, o programa dos Banhos de São Jorge integra dois espetáculos de bailado, apresentados de 30 em 30 minutos. Durante o dia, “Patrina, Senhora de Caldelas!” recupera a história da Villa Caldellas e das antigas nascentes termais do rio Uíma, evocando uma das figuras ligadas à organização da Terra de Santa Maria.

Ao pôr do sol, sobe à cena “O Legado de D. Teresa”, inspirado na força, coragem e legado de D. Teresa, uma das figuras determinantes no período que antecedeu a formação de Portugal.
Entre as novidades desta edição está o Boticário dos Banhos de São Jorge, uma recriação do espaço onde eram preparados remédios, pomadas, óleos e infusões utilizados nos tratamentos termais. O cenário integra ervas aromáticas e medicinais, muitas provenientes da própria Quinta do Castelo, e marca também o início do Percurso Sensorial pelas Guardiãs do Castelo.
Até amanhã, os visitantes podem ainda refrescar os pés nos esguichos de água, experimentar os unguentos ou beber um chá frio junto ao lago, num espaço onde a recriação histórica se cruza com a natureza e com o legado termal das Caldas de São Jorge.

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