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Bienal de Cerveira destacada como exemplo de afirmação cultural fora dos circuitos dominantes
A Bienal Internacional de Arte de Cerveira (BIAC) recebeu este domingo a visita do Presidente da República, António José Seguro, que destacou o percurso e a capacidade do mais antigo evento de arte contemporânea do país para se afirmar fora dos circuitos dominantes. A 24.ª edição decorre em Vila Nova de Cerveira até ao final de dezembro.
23 de agosto 2026

Antes de visitar a Bienal, António José Seguro discursou na Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira, onde apontou a BIAC como exemplo de uma instituição que conseguiu manter a sua relevância e continuidade longe dos principais circuitos do território. “Ela é a prova de que é possível, fora dos circuitos dominantes do território, manter uma instituição tão importante e memorável”, afirmou.
Para o Presidente da República, a Bienal é também uma razão para recuperar a confiança, palavra que considera necessário “reinventar na nossa linguagem”. Seguro atribuiu a permanência da iniciativa ao percurso construído ao longo dos anos, sublinhando que, à semelhança de outras obras que permanecem na história, a BIAC “fez-se com trabalho, insistência”, mas também com “paixão, dedicação e criatividade”.
Destacou ainda o legado deixado pelas mulheres e homens que acreditaram na capacidade transformadora da arte. Para o chefe de Estado, a Bienal resulta dessa construção e da convicção de que a arte pode deixar “uma palavra, uma poeira, uma imagem, uma respiração de beleza e de interrogação” em Vila Nova de Cerveira, vila que descreveu como um “espelho de beleza” junto de um dos rios que defendeu ser necessário proteger e “continuar a amar”.
Depois do discurso, António José Seguro visitou a 24.ª edição da Bienal Internacional de Arte de Cerveira, cuja programação integra três exposições centrais e várias atividades que se prolongam até 30 de dezembro.
Entre os destaques desta edição está a homenagem a Silvestre Pestana, figura incontornável da arte contemporânea nacional, através da exposição Luso Lunar. A programação integra também a mostra coletiva ¿De qué casa eres?, que reúne 46 artistas de diferentes geografias e parte da obra homónima de Ana Pérez-Quiroga, apresentando peças de nomes como Vhils, Alisa Heil, André Sousa, Carlos Noronha Feio, Yonamine e João Penalva.
Até ao final de dezembro, pode ainda ser visitada a exposição das obras selecionadas do XXIV Concurso Internacional, que nesta edição tem como mote Territórios Sem Fronteira.



