É o momento que simboliza a chegada de uns, os ‘caloiros’, e a partida de outros, os ‘doutores’. O cortejo marca sempre um dos momentos de maior simbolismo para os estudantes, e nem a chuva que se fez sentir na cidade dos arcebispos impediu que os estudantes da Universidade do Minho desfilassem pelas ruas de Braga.
Sob o tema “A Gata não perde o fôlego” os cerca de 60 carros dos vários cursos da Universidade minhota lembraram o esforço dos estudantes, que mantêm a esperança numa geração capaz de construir um futuro mais próspero. Apesar das dificuldades que se fazem sentir, garantem que em 2016 são cada vez mais os estudantes que abandonam o Ensino Superior, “sobrecarregados pelas despesas quotidianas da sua aposta na formação e pelo valor da propina”, a “gata respira fundo mas não perde o fôlego”.
“Bengaladas” nas cartolas, abraços, acompanhados de algumas lágrimas, cartazes com mensagens, a paragem obrigatória na tribuna e muitos banhos de cerveja, a tradição cumpriu-se.
A festa de quarta-feira no Minho não foi só destinada aos estudantes. Foi também aos seus familiares e amigos que muitas vezes tentavam disfarçar a emoção. Aquele que é considerado para muitos “um dos dias mais felizes da cidade” bracarense.
O cortejo começou ao início da tarde junto ao Cemitério do Monte D’Arcos, percorrendo as ruas de Braga em direcção à avenida central.
Muitos estudantes abordados pela Agência de Informação Norte admitiram que o dia era de festa, de alegria e emoções, mas reconheceram que a incerteza profissional os acompanha.
Entre bengaladas, as tradicionais serenatas, as garrafas de cerveja, banhos no chafariz, tudo decorreu com muita animação.
Depois do Cortejo Académico, a festa seguiu para o Gatódromo, junto ao Estádio Municipal de Braga, e o grande ‘rei’ da noite voltou a ser o cantor popular Quim Barreiros.
Texto: António Gomes Costa
Imagem e Fotos: Manuel Oliveira



