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Desemprego no Distrito de Aveiro ocupa o quinto lugar na tabela nacional

O desemprego não pára de aumentar todos os dias. O distrito de Aveiro não é excepção à realidade vivida no país com a subida imparável do desemprego, continuando a ocupar o quinto lugar na tabela nacional, revelou esta semana, em comunicado, a União de Sindicatos de Aveiro (USA), que continua a reconhecer que os dados do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), em que o número de desempregados referentes ao mês de Dezembro se situa nos 44.576, mais 947 do que em Novembro, escondem a realidade. Esses dados apontam para 12,05 por cento da população activa do distrito no desemprego, continuando as mulheres a destacarem-se (54,87 por cento).
Contas feitas em Dezembro de 2012, em Portugal ficaram sem emprego 675.466 pessoas, o que corresponde a uma variação homóloga de 17,19 e mensal de 1,89.
Comparando esta data com a de Dezembro de 2011, verifica-se um crescimento de desempregados no distrito de 5.882, ou seja, 490 por mês. Em Novembro de 2011, o número de pessoas que ficaram sem emprego na cidade era de 1.452 e em Dezembro de 2012 rondava os 1.345.
A nível do distrito, os concelhos de S. João da Madeira, Vale de Cambra, Sever do Vouga e Arouca são os que apresentam um menor crescimento de desempregados, enquanto que Ovar, Oliveira de Azeméis, Feira, Espinho e Aveiro são as cidades com maior crescimento de casos de desemprego.
Os dados referem ainda que a prevalência de idades dos desempregados oscila entre os 35 e os 54 anos. Relativamente ao desemprego registado nos jovens com idade inferior a 34 anos, situou-se nos 16.064, ou seja, 36,04 por cento. Relativamente à faixa etária dos 35 aos 54 anos, situa-se nos 20.571, o que representa 46.15 por cento do desemprego registado no distrito.
O metalúrgico Adelino Nunes, coordenador do Sindicato da União de Aveiro (USA), continua a lamentar que o IEFP continue a apresentar números inferiores e que não correspondem à realidade. «Apesar de em S. João da Madeira o desemprego ter vindo a baixar, não temos dúvidas de que vai aumentar no distrito. Esta situação aumenta ainda mais a gravidade porque, existindo um grande número de pessoas desempregadas, estas não têm qualquer apoio social».
Recorde-se que, até Novembro de 2012, verificaram-se 469 empresas que encerraram ou pediram a insolvência no distrito. Já em 2013, verificaram-se cerca de 50 novas insolvências.

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