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Eládio Climaco uma figura histórica da RTP

Eládio Climaco é uma das figuras históricas da RTP, cara e voz de inúmeras edições dos Jogos sem Fronteiras e do Festival das Canção. Aos 70 anos de idade, e apesar de estar reformado, tem na manga vários projectos que passam pelo teatro, além de não esconder a vontade que tem em voltar a trabalhar em televisão.

Sempre sonhou ser arquitecto. Por vontade do pai estudou Engenharia, aos 17 anos passa pelo Instituto Superior Técnico, “uma verdadeira desgraça” (risos) e depois lá consegui tirar Física Atómica, “o que era quase um milagre alguém conseguir tirar”, e “ainda hoje me questiono como consegui”. O certo é que sempre esteve dividido entre as artes, teatro, arquitectura e não engenharia. (risos)
Estreou-se na rádio, mas rapidamente passa para a televisão. “Comecei logo pelo telejornal, pois era algo que dava, e ainda continua a dar, prestígio aos jornalistas” e “sempre me senti feliz a fazer televisão”.
O seu olhar esconde alguma mágoa por não ter sido bem aproveitado nos últimos anos na RTP, principalmente porque ainda se sente com vontade e com muita energia para trabalhar. “Quando fiz 40 anos de serviço na casa, onde sempre trabalhei, ao completar 70 de idade, tive que pedir a reformado, porque, apesar da minha grande vontade de trabalhar, fui obrigado a fazê-lo”.
Recordando os «Jogos sem Fronteiras, diz que foi uma época muito agradável e um ambiente de muita euforia, mas sempre com seriedade. “Eram jogos de entretenimento que ainda hoje as pessoas falam e Portugal participava para ganhar”. Os primeiros jogos, explica, devem-se “ao Fialho Gouveia. Viu o programa numa emissão francesa e não descansou enquanto não trouxe para Portugal.
Além de apresentador, a voz de Eládio também se tornou emblemática em vários documentários. Emociona-se quando falamos do assunto. “Adoro fazer documentários. Gosto desse trabalho e é ai que posso jogar com a voz que tenho e não deixamos de ser actores, pois posso fazer teatro com emoção. Nos documentários bíblicos a colocação da voz é, sem dúvida, mais teatral, nos de animais do National Geographic é muito dramática.

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