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Associação Comercial do Porto congratula-se com alterações a lei das regiões de turismo

A Associação Comercial do Porto (ACP) veio hoje saudar as alterações efetuadas à lei das regiões de turismo, aprovada na especialidade na sexta-feira, assinalando a possibilidade de as associações setoriais poderem manter a promoção externa.
Em comunicado, a instituição dirigida por Rui Moreira indicou congratular-se com a “alteração da lei das regiões de turismo, em conformidade com a posição que tinha defendido, a par das Associações de Turismo de Lisboa e Porto e dos presidentes de Câmara das duas cidades”.

“Esta é sem dúvida uma decisão que comprova o reconhecimento do Governo dos resultados positivos registados pelas duas associações de turismo — Associação de Turismo do Porto e da Associação de Turismo de Lisboa — e do trabalho que têm desenvolvido em prol da promoção externa destas duas regiões e de Portugal”, afirmou Rui Moreira, no mesmo documento.

Para o responsável da ACP, “a anterior proposta para o novo quadro regulamentar das Entidades Regionais de Turismo negligenciava e desincentivava a participação dos agentes privados nas estruturas de gestão das novas entidades”, o que seria um “retrocesso face ao trabalho meritório” desenvolvido até aqui.
Em declarações à Lusa na semana passada, o recentemente empossado secretário de Estado do Turismo, Adolfo Mesquita Nunes, referiu que as alterações realizadas permitem clarificar a proposta do Governo e coincidir com aquilo que era defendido pela sua antecessora no cargo, Cecília Meireles.

O Governo defende que a promoção externa deve ganhar “escala e dimensão”, e por isso era “importante que ficasse claro que a promoção externa cabe ao Turismo de Portugal, podendo evidentemente contratualizar com as agências regionais”, explicou.

Até ao final do ano, a promoção está contratualizada com as agências regionais de promoção turística — caso das associações de Turismo de Lisboa e do Porto, que reúnem privados e públicos. O Governo “está a trabalhar num novo modelo de contratualização externa”, adiantou Mesquita Nunes.

A proposta de lei tinha sido criticada por diversas figuras do setor, desde a Confederação do Turismo Português às associações locais, tendo as juntas metropolitanas de Porto e Lisboa admitido intervir de forma conjunta contra o documento.

“É gravíssimo do ponto de vista de promoção turística de três marcas muito importantes — Porto, Lisboa e Douro — e, portanto, exige-se do Governo uma outra capacidade técnica para ver uma matéria desta relevância”, afirmou, em dezembro, o presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Rio.
Lusa
Foto-DR

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