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Joana Melo: “Não entrei no «The Voice» com objectivo de ganhar”

Já passaram 13 anos, desde que a menina “pequenina” de voz potente, de Sandim, Gaia, participou na «Operação Triunfo» (OT). Joana Melo tem talento e quer que o mesmo seja reconhecido pelos portugueses. E foi isso que a fez participar no segundo programa da terceira edição do «The Voice Portugal», programa emitido pela RTP 1, vencendo todas as etapas, não ficando apurada para a grande final.

“Na realidade, a OT mudou completamente a minha vida! Deixei a minha terra, mudei-me para Lisboa, tornei-me independente” e, ao longo destes anos, “tive que ir à luta”. E foi essa luta que a fez participar no «The Voice». “Para além de dizer às pessoas que estou cá e que, sim, esta é a minha vida, queria também o que ando a fazer todos os dias e com isso conseguir subir um degrauzinho na minha carreira”, assume. O seu maior receio, confessa, era que nenhuma cadeira se virasse. “Não pelo que as outras pessoas poderiam dizer, mas por mim, de que forma eu me iria sentir”.

Joana Melo confessa ainda que, inicialmente, a sua escola seria a Marisa. “Mas algo naquele momento me disse para escolher o Anselmo! Não sei explicar o porquê e como… foi um feeling” (risos).
O seu concorrente preferido foi sempre o Alfredo. “Tornei-me fã incondicional do trabalho dele, da voz e da pessoa que ele é!” Contudo, “este programa tem muito talento e é talvez dos programas com mais talento nos últimos anos”.

Da «Operação Triunfo» para o «The Voice Portugal»

De uma coisa tem a certeza: “não entrei no «The Voice» com objectivo de ganhar”, contudo “queria muito chegar às galas em directo”.

Numa conversa sem pressas nem reservas, assume que, nos últimos anos, diz que chegou por algum tempo a não trabalhar na música. “Procurei outro trabalho, nomeadamente na restauração para poder pagar as minhas contas e sobreviver. Tenho muito orgulho neste meu percurso. Fez-me a mulher que sou hoje, bem mais determinada e com muita mais força”. Mas rapidamente se apercebeu que a música “era a minha vida e, então, deixei a restauração, em 2012, e voltei a entrar neste mundo”, onde continua diariamente a cantar fado.

Joana Melo define-se uma mulher com objectivos de vida e com “muita vontade de viver e aproveitar todas as oportunidades”. Diz que, ao longo dos anos, tem aprendido com “todas as circunstâncias boas e más” e assume-se uma mulher de “sonhos, determinada” e a palavra “desistir” não faz parte do seu dicionário.

Primeiro disco de fado sairá até Junho

O estilo musical, garante, já o encontrou. “Canto fado. Canto-o à minha maneira, com verdade, com a minha verdade, com o meu estilo”. Quer continuar a cantar nas casas de fado e que o público compre os seus discos. Quero que o público se identifique com a minha música e consiga senti-la.

Já com dois discos editados, «Mar confidente» – prémio OT; “Dança do centro”, em 2009, e para este ano sairá o seu primeiro disco de fado. “Olhos nos olhos com o público, em geral, despida de preconceitos. Sairá até Junho deste ano”, assegura.

Nasceu em Arouca a 26 de Maio de 1984. Os primeiros passos na música começaram na academia de música, onde aprendeu a tocar flauta e piano. Mais tarde integra um coro infantil e o coro da igreja, participou em vários karaokes e festivais. A mãe foi sempre a sua grande aliada e responsável pela sua inscrição na «Operação Triunfo» e o apoio mantém-se. Em 2008, participou no Festival da Canção como vocalista do grupo «Lisboa não sejas francesa».

Texto: António Gomes Costa

Foto: Direitos Reservados

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2 Comments

  1. Adorei ver a prestação da Joana no programa. Apesar dela dizer nesta entrevista que o seu estilo é fado…eu cá acho que não é… Adorei a reportagem.

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