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Porto: Consolidação de aposta crescente na afirmação da Galeria Municipal atrai 70 mil pessoas
Em 2024, o programa desenhado pela nova direção artística da Galeria Municipal do Porto (GMP), dirigida por João Laia, atraiu cerca de 70 mil visitantes àquele espaço cultural. Entre diferentes idades, áreas e interesses, o público é cada vez mais diversificado.
22 de fevereiro 2025

De abril a dezembro do ano que passou, cerca de 70 mil pessoas visitaram as diferentes exposições e programas da GMP, demonstrando, desta forma, a consolidação de uma aposta crescente na afirmação do espaço municipal, através de um conjunto de iniciativas que ajudaram a aproximar, ainda mais, a cidade, entre exposições, visitas guiadas, concertos e performances, conferências, conversas, percursos e workshops, todos com entrada gratuita.
Em junho, a exposição coletiva “formas dos futuros ao redor”, uma extensão do projeto homónimo apresentado na 12.ª edição da Bienal Internacional de Arte de Gotemburgo, e o projeto de Joana da Conceição, “Nave Geo-Celestial”, ocuparam os dois pisos da Galeria.
Já no final de outubro, inauguraram, simultaneamente, “Superfície Desordem”, de Jonathan Uliel Saldanha, “Febre da Selva Elétrica”, de Vivian Caccuri, e “Assim no céu como na terra”, de Rita Caldo. Esta última, assinalou a abertura de um novo espaço no piso -1, dedicado à apresentação de artistas em estreia no contexto institucional.
A par com as inaugurações, foi, ainda, apresentada uma pequena mostra — “Já não se vê sinal do que ficou no chão” —, composta por fotografias de arquivo de Guilherme Dantas, que documenta o processo de construção da Galeria Municipal do Porto e da Biblioteca Almeida Garrett, podendo ser conhecida na entrada do edifício.
Em 2024, foram também apresentadas duas novas iniciativas dedicadas à música e à arte em movimento. “Abril Febril”, no dia 25 de abril, celebrou os 50 anos da Revolução dos Cravos, trazendo aos Jardins do Palácio de Cristal centenas de pessoas para ouvirem uma eclética seleção de projetos musicais. Em setembro, foi apresentada a primeira edição de “Fogo Fátuo”, que juntou, em diferentes locais da GMP e da sua envolvente, artistas e coletivos de diferentes geografias, atraindo um público diversificado e aberto a novas propostas.
Circuitos’24 leva participantes a dezenas de espaços de criação na cidade
Novembro ficou marcado pelo ano zero de uma iniciativa que pretende dar visibilidade às pessoas e aos projetos que formam o tecido artístico da cidade: Circuitos’24. Foram cerca de 50 espaços de criação, mostra e pensamento sobre arte, que participaram num roteiro de visitas ao longo de três dias.
Também o projeto educativo da GMP – o ping! – apresentou um programa variado de conversas, workshops e percursos interpretativos ao longo do ano.
Mais visibilidade para as artes visuais e uma contínua aproximação a novos públicos em 2025
Em 2025, a Galeria Municipal traça como objetivos dar mais visibilidade às artes visuais e promover uma contínua aproximação a novos públicos. No final de março, serão apresentadas três novas exposições individuais — dos artistas Francisco Pedro Oliveira, Mónica de Miranda e Pauline Curnier Jardin — e, ao longo do primeiro semestre, haverá novas edições de “Abril Febril” e “Fogo Fátuo”, uma instalação ao ar-livre comissariada ao artista Andreas Angelidakis, estando ainda previsto, para setembro, o fim de semana Circuitos’25.
Paralelamente, as visitas a ateliers de artistas por parte de curadores e diretores de instituições de diferentes partes do mundo irão permanecer como uma das apostas da direção de João Laia, no sentido de aumentar a presença de artistas portugueses no contexto internacional.
Estratégia que se vai fazendo sentir através de exemplos, como a seleção da exposição de Silvestre Pestana, no espaço Uma Certa Falta de Coerência, no Top 10 de Raphael Fonseca para a ArtForum — uma das revistas internacionais de arte contemporânea mais importantes da atualidade —, na sequência da sua visita a Portugal a convite da GMP.
Destaque, ainda, para um novo projeto expositivo, a inaugurar durante o verão: “Panorama da Arte Contemporânea em Portugal”, que pretende apresentar uma visão das artes visuais em Portugal, a partir de uma lista de artistas selecionada por Hiuwai Chu, curadora chefe do MACBA em Barcelona, e Raphael Fonseca, curador do Museu de Denver, diretor artístico da Bienal do Mercosul em Porto Alegre e um dos curadores da Counterpublic, exposição trienal cívica que integra a arte contemporânea na vida de St. Louis.
Foto: DR



