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Vale de Cambra: Aquisição da antiga Martins & Rebello abre caminho ao Museu dos Laticínios de Portugal
A compra da antiga fábrica Martins & Rebello pelo Município de Vale de Cambra abriu um novo ciclo na estratégia local de valorização patrimonial, com a autarquia a preparar a instalação do futuro Museu dos Laticínios de Portugal no edifício industrial onde a empresa operou durante grande parte do século XX.
27 de novembro 2025

A formalização da aquisição da antiga Martins & Rebello pelo Município de Vale de Cambra, ocorrida na última terça-feira, foi perspetivada pela autarquia como um passo decisivo para o futuro do concelho. O edifício, ativo desde o início do século XX, será reconvertido no futuro Museu dos Laticínios de Portugal, projeto enquadrado na estratégia municipal de desenvolvimento e articulado com financiamentos regionais.
A Martins & Rebello iniciou atividade em Vale de Cambra em 1906, consolidando-se ao longo das décadas como referência nacional no setor dos laticínios. O imóvel agora adquirido será transformado em espaço de memória e de conhecimento, com funções museológicas centradas na história industrial, na educação patrimonial e na dinamização cultural. A autarquia sustenta que esta operação reforça a ligação do concelho ao seu legado produtivo e projeta essa herança para as gerações seguintes.
O presidente da Câmara, André Silva, realçou em nota de imprensa que a compra da antiga fábrica Martins & Rebello “é um ato de respeito pela nossa história e, ao mesmo tempo, um gesto de confiança no futuro”. Acrescentou que Vale de Cambra “sempre foi terra de trabalho, inovação e espírito comunitário”. No entender do autarca, a Martins & Rebello marcou “profundamente” o concelho e “hoje damos um passo decisivo para garantir que essa memória permanece viva e acessível às próximas gerações. Com o futuro Museu dos Laticínios de Portugal, queremos criar um espaço que inspira, educa e celebra aquilo que somos enquanto comunidade. Este é um património de todos, ao serviço de todos”.
Com a escritura concluída, o município prevê avançar para a primeira fase da intervenção, que integra o Centro de Tecnologia, Inovação e Documentação Museológica. A autarquia fundamenta que esta estrutura funcionará como projeto “âncora”, agregando investimentos complementares, estimulando especialização tecnológica e contribuindo para a fixação de população.
A operação está inscrita na segunda revisão do Plano Diretor Municipal, publicada a 13 de agosto de 2025, onde surge como projeto estruturante da estratégia local de desenvolvimento. O investimento consta do Programa de Execução e Financiamento e integra o Plano Financeiro do Plano de Ação dos ITI AMP 2030. A candidatura aguarda, neste momento, decisão do programa NORTE 20/30.
Foto: DR



