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Fogaças de Santa Maria da Feira cozidas no castelo da cidade

O ritual cumpriu-se: o forno do castelo de Santa Maria da Feira acendeu-se ontem para cozer fogaças, o pão doce símbolo da gastronomia feirense. Trata-se de um acontecimento anual, que decorre neste mês da Festa das Fogaceiras e que teve a participação do público, que pôde preparar a sua própria fogaça e comê-la.

O crepitar da lenha no forno do castelo de Santa Maria da Feira aqueceu o ambiente para a
Mostra do Fabrico da Fogaça, o ícone gastronómico feirense. As portas do castelo da cidade abriram-se, ontem, ao público para os visitantes prepararem, cozerem e provarem a sua própria fogaça, o pão doce secular criado nas terras de Santa Maria, como cumprimento de um voto ao mártir São Sebastião, que, reza a lenda, livrou aquele território da peste negra, há mais de 500 anos.

Este ritual da utilização do forno do castelo para o fabrico de fogaça realiza-se apenas uma vez por ano, integrado no programa da Festa das Fogaceiras, que se realiza a 20 de janeiro de cada ano.

Trinta participantes envolvidos em cada uma das sessões (uma à tarde, outra à noite) puseram literalmente as mãos na massa e acompanharam, passo a passo, todo o processo de fabrico da fogaça, desde a preparação da massa até à sua cozedura no forno a lenha do castelo.

Esta iniciativa da Mostra de Fabrico da Fogaça permitiu um contacto direto com uma tradição antiga do concelho, dando a conhecer, de forma prática, como se faz a fogaça, símbolo votivo associado ao cumprimento daquele voto a São Sebastião, e como este saber tem sido transmitido ao longo do tempo.

Forno aceso dois dias antes

O presidente da Câmara de Santa Maria da Feira, Amadeu Albergaria, lembrou que o forno do castelo é aceso dois dias antes do início da produção da fogaça, de forma a atingir gradualmente a temperatura ideal e a ganhar as características necessárias para produzir uma fogaça desta qualidade.

Fernando Moreira, presidente do Agrupamento de Produtores de Fogaça, apelou aos produtores para “reforçarem a aposta na fogaça de qualidade”, sublinhando que a continuidade deste ex-líbris do concelho depende menos da dimensão e mais do cuidado colocado no fabrico. Segundo Joaquim Pinto, um dos 16 produtores de fogaça do concelho, são produzidas, anualmente, mais de um milhão de fogaças.

O ponto alto da Festa acontece com o cortejo das mais de 250 Meninas Fogaceiras, entre a Câmara Municipal e a Igreja Matriz, seguido da Missa Solene, com bênção das fogaças, e da procissão pelo centro histórico.

 

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