Destaque
Castro de Romariz revela riqueza arqueológica
Entre muralhas e vestígios arqueológicos que atravessam séculos de história, permanece um dos mais importantes testemunhos da cultura castreja na região de Entre Douro e Vouga, revelando sinais de ocupação contínua entre o século V a.C. e o século I d.C., bem como ligações comerciais e culturais ao Noroeste Peninsular.
31 de maio 2026

Entre muralhas e vestígios que atravessam mais de cinco séculos de ocupação, o Castro de Romariz permanece como um dos mais relevantes testemunhos arqueológicos da região de Entre Douro e Vouga. O povoado fortificado, datado do século V a.C. e habitado até ao século I d.C., guarda sinais de uma comunidade ligada às dinâmicas comerciais e culturais do Noroeste Peninsular.
Situado em Romariz, o castro tem sido alvo de trabalhos arqueológicos que permitiram identificar diferentes fases de ocupação proto-histórica e romana, revelando a evolução do povoado ao longo dos séculos.
Do conjunto de materiais recolhidos fazem parte cerâmicas, vidros, metais, moedas e epígrafes. Entre os elementos mais expressivos surgem exemplares de cerâmica indígena, púnica, grega e romana, além de dois tesouros monetários que evidenciam a intensidade dos intercâmbios regionais e de longa distância mantidos pela comunidade que ali habitou.
A diversidade do espólio arqueológico reforça a importância do Castro de Romariz no quadro da cultura castreja do Noroeste Peninsular, espelhando a riqueza cronológica e cultural de um dos mais significativos sítios arqueológicos da região de Entre Douro e Vouga.


