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Tesouros do Egito, numa viagem que é uma aula de história
O Museu Atkinson, no WOW Porto, tem patente uma exposição sobre tesouros do Egito, recriados em cerca de uma centena de réplicas. Da escrita em hieróglifos, aos faraós, passando por rituais associados à morte e a amuletos da sorte, visitar a mostra “Egyptian Treasures” é fazer uma viagem, em jeito de aula de história, a uma das civilizações mais extraordinárias da Humanidade.
7 de julho 2026
Muito daquilo que o Mundo conhece hoje sobre a civilização egípcia não teria sido possível se, em julho de 1799, soldados do exército de Napoleão Bonaparte não tivessem encontrado a Pedra de Roseta, embutida na marulha de um antigo forte, perto da cidade de Roseta (atual Rashid), no Delta do Nilo, no Egito.
Essa pedra, de cor negra, datada de 196 a.C., continha três tipos de escrita: hieróglifos (escrita sagrada), demótico (popular) e grego antigo. Foi graças à Pedra de Roseta que os historiadores viriam a conseguir decifrar os antigos hieróglifos egípcios, transformando símbolos incompreensíveis em fontes de conhecimento histórico. Se, antes da descoberta da Pedra de Roseta, a língua e a cultura do Egito Antigo estavam envoltas em mistério, a descodificação do seu sistema fonético funcionou como uma espécie de dicionário daquela que foi uma das primeiras civilizações do mundo.
Compreende-se, por isso, que a Pedra de Roseta seja uma das cerca de cem réplicas de artefactos e objetos símbolos da civilização egípcia, presentes na exposição “Egyptian Treasures”, que está patente no Museu Atkinson, no WOW Porto, sem data de término anunciada. O contributo de Jean-François Champollion para a decifração da escrita hieroglífica e a campanha de Napoleão no Egito até à descoberta da Pedra de Roseta são alguns outros momentos recriados nesta mostra.
É também essa pedra que proporciona aos visitantes da exposição um dos momentos mais divertidos da visita. Na última sala, é possível o público sentar-se numa mesa e estampar, numa imitação de pergaminho, o seu próprio nome em alfabeto antigo de hieróglifos. Para descobrir qual hieróglifo corresponde a cada letra do nome, o visitante tem uma imagem numa parede com a correspondência do alfabeto antigo às letras do alfabeto atual. Neste espaço interativo, os mais jovens podem explorar o universo egípcio através de várias atividades de carácter lúdico.
Encher o além de beleza
Mas, antes de chegar a essa área, o visitante passa por inúmeros outros tesouros lendários. Esculturas de faraós, de deuses, de deusas, de escaravelhos da sorte, mobiliário, arcas de tesouros, símbolos de poder e tumbas são algumas das réplicas históricas que esta mostra combina com imagens de templos, da Avenida das Esfinges e com elementos cenográficos para recriar diferentes espaços e momentos marcantes da história do Egito antigo.
Um dos núcleos da exposição é dedicado a Tutankhamon, apresentando recriações das suas riquezas funerárias e explorando a forma como os faraós e os antigos egípcios encaravam a eternidade. As práticas religiosas, as crenças associadas à vida após a morte e o misticismo ligado às divindades também são recriados nesta exposição que mostra como os rituais enchiam o além de beleza.
Nesta viagem por tempos intemporais, é impossível não ficar rendido à grandiosidade colossal de todas das edificações egípcias, dos seus protagonistas e das suas histórias que fazem da História do Egito uma história única, incrível e deslumbrante.
A exposição “Egyptian Treasures” pode ser visitada diariamente, entre as 10h00 e as 19h00, sendo a última entrada permitida até às 18h00. Os bilhetes custam 15 euros para adultos e nove euros para crianças.
A exposição estará patente até 31 de outubro.



