Sociedade
Lancheiras, mantas e piqueniques dão o mote para mais uma edição do Festival da Comida Continente
As primeiras famílias começaram a ocupar, este sábado de manhã, o recinto do Festival da Comida Continente, em Matosinhos. Entre lancheiras, mesas dobráveis e mantas estendidas na relva, o ambiente é de convívio nas primeiras horas daquele que é considerado o maior festival gratuito de gastronomia e música do país.
11 de julho 2026

Lancheiras às costas, mesas de piquenique, cadeiras de campismo e mantas espalhadas pela relva. Foi este o cenário que marcou a abertura da oitava edição do Festival da Comida Continente, que abriu portas às 10h30, em Matosinhos.
Apesar do nevoeiro ainda esconder o sol, que vai dando alguns sinais de querer aparecer, a temperatura ronda os 23 graus e convida a permanecer ao ar livre. Nas primeiras horas do evento, são sobretudo famílias e grupos de amigos que vão ocupando as zonas verdes do recinto, preparando-se para um dia dedicado à gastronomia, à música e ao convívio.
É o caso de Moisés Lima, de Matosinhos, que regressou ao festival pelo segundo ano consecutivo. À sombra de uma árvore, enquanto terminava de preparar o espaço para a família, não escondia o entusiasmo. “Eu adoro isto. Este parque tem um pulmão maravilhoso. Tem sombras, relva e tudo para um dia em família”, afirma à Agência de Informação Norte.
Na mesa improvisada não faltam sandes de presunto, rissóis, pataniscas, bolinhos de bacalhau e fruta da época. “Estes convívios são os melhores. Não é preciso muito para sermos felizes”, acrescenta, antes de chamar os restantes familiares para o almoço.
Uns metros mais à frente, a família Martins, vinda de Vila Nova de Gaia, estende uma manta enquanto as crianças correm pela relva. “Chegámos cedo para escolher um bom lugar. Depois daqui só saímos quando terminar o último concerto”, conta Ana Martins. Ao lado, o marido sorri e resume o espírito do dia. “O melhor é podermos passar tantas horas juntos sem pressas. As crianças divertem-se e nós aproveitamos para descansar”.

Também João Ferreira, do Porto, escolheu repetir a experiência. “É um festival diferente. Podemos trazer a nossa comida, passear, ouvir música e aproveitar o espaço. É um programa completo e gratuito, difícil de encontrar”.
Entre as novidades desta edição está a estreia de um espaço exclusivamente dedicado ao Clube de Produtores Continente, onde os visitantes podem conhecer e degustar produtos nacionais, numa aposta na valorização dos produtores portugueses. O recinto conta ainda com novas áreas de lazer e de descanso, reforçando a oferta de experiências para todas as idades e mantendo a possibilidade de receber animais de companhia.

Em declarações à Agência de Informação Norte, a diretora de Comunicação e Ativação de Marca do Continente, Nádia Reis, afirma que as novidades refletem a evolução do festival e a vontade de continuar a surpreender os visitantes, tornando a experiência “mais completa, inclusiva e relevante”, sem perder de vista a proximidade às famílias e a valorização da produção nacional.
Ao longo do fim de semana, o festival conta com três palcos, seis chefs de renome e 14 artistas nacionais e internacionais. Este sábado, o cartaz integra MC Livinho, Mizzy Miles, Karetus, Sons do Minho, Sambinha do Zé, Rosinha e Bia Alegria. No domingo, atuam Sara Correia, Anselmo Ralph, Álvaro D’Kastro, Santamaria, Zé Amaro e Sónia e as Profissões, cabendo a Tony Carreira encerrar mais uma edição do evento.



