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A música toca. As filas pelos brindes não param
A música ouve-se ao longe. À frente dos stands, as filas crescem sem pressa. Entre jogos, desafios e brindes, milhares de visitantes fazem da espera parte da experiência da 8.ª edição do Festival da Comida Continente.
12 de julho 2026
Ainda o primeiro acorde mal se distingue e já há dezenas de pessoas à espera. Não é junto ao palco. É em frente aos stands das marcas espalhadas pelo recinto, onde os visitantes fazem fila para participar em jogos, responder a perguntas ou testar a sorte em troca de um brinde.
Cada expositor propõe um desafio diferente. Em comum, todos oferecem uma pequena lembrança a quem aceitar participar.
O ambiente é de festa e convívio. Há chapéus na cabeça, leques na mão e filas junto aos stands, onde milhares de pessoas esperam pelos brindes mais procurados. Ao longo da avenida, as músicas dos diferentes stands cruzam-se num recinto pintado pelas cores das marcas.
Entre elas está Pedro Lima Pereira. Emigrante na Suíça, aproveita as férias no Porto para passar a tarde com a família no festival. Aos 55 anos, não esconde o motivo da visita. “Viemos pelos brindes para as miúdas e para ver a Rosinha”, admite, enquanto aguarda a sua vez numa das filas.
Com milhares de pessoas espalhadas pelo Parque da Cidade, as filas cruzam-se ao longo do recinto. Umas conduzem ao recinto, onde muitos tentam garantir um lugar junto ao palco antes dos concertos. Outras formam-se junto às zonas de degustação. Mas há também quem espere pacientemente em frente às ativações das marcas, à procura do próximo desafio e de mais um brinde.
À medida que se percorre o Parque da Cidade, multiplicam-se os objetos distribuídos pelas marcas. Chapéus, palas, protetor solar, toalhas, óculos de sol, leques, pulseiras, lenços e sacos de pano passam de mão em mão.
“Vale a pena esperar”, garante Ricardo Sousa, do Porto, depois de quase uma hora junto a uma ativação. “É a minha namorada que me mete nestas coisas. Não é pelo valor do brinde. É pela diversão. Entramos no jogo e acabamos por ficar”.
Há quem faça contas. Quem escolha apenas os brindes de que precisa. Quem tente passar por todas as marcas antes do último concerto. As estratégias variam. A vontade de levar mais uma recordação mantém-se.
De braço dado com o filho, Rosa Gonçalves percorre o recinto de olhar atento, sempre à procura do próximo “alvo”. Traz dois sacos de compras já cheios, resultado de uma tradição que repete todos os anos e para a qual vem preparada. “Andamos com saquinhos de compras na mochila para o desenrasque. Já ganhámos comida, sacos reutilizáveis, bonés, copos. Com este tempo dá imenso jeito”, conta a mulher, de Guimarães. Em casa, garante, nada se desperdiça. “Dá-se a toda a gente. Vem um miúdo a casa, dá-se um boné; uma senhora mais de idade, um leque. E toda a gente fica contente”, diz.
À medida que os concertos se aproximam do fim, os sacos acabam por contar a história do dia. As recordações acompanham milhares de visitantes que, entre concertos, degustações e ativações, fizeram das filas uma parte da experiência do Festival da Comida Continente.
A roda girante volta a concentrar uma das maiores filas do recinto. À espera de tentar a sorte, dezenas de visitantes aguardam pacientemente pela sua vez numa das atrações que, ano após ano, continua entre as mais procuradas do festival.
Enquanto uns continuam à procura de mais um brinde, outros começam já a dirigir-se para os palcos para garantir um bom lugar. As filas mantêm-se, mas a música volta a chamar a atenção dos milhares de visitantes que enchem o Parque da Cidade.
O programa deste domingo continua com Santamaria e Zé Amaro, no Palco Arraial. No Palco Continente sobem ainda Sara Correia e Anselmo Ralph, antes de Tony Carreira encerrar a 8.ª edição do Festival da Comida Continente.
São esperadas mais de 500 mil pessoas na edição deste ano.



