A Câmara Municipal de Gaia anunciou o cancelamento da cerimónia de assinatura de um protocolo com o hospital local, prevista para as 11:00 de hoje, que previa o fornecimento gratuito de vacinas excluídas do Plano Nacional de Vacinação.
A Direção-Geral de Saúde alertou hoje para os “problemas de equidade” levantados pelo protocolo.
Graça Martins, da Direção Geral de Saúde (DGS), criticou o “critério geográfico” do protocolo de cooperação com vista à entrega gratuita das vacinas Pneumocócica (contra a meningite) e Rotavírus (gastroenterite) para as crianças de Gaia nascidas em 2013.
Em declarações à Lusa, a responsável admitiu que a DGS teria de se pronunciar sobre o protocolo, que coloca “problemas de equidade” ao fornecer gratuitamente vacinas não incluídas no Plano Nacional de Vacinação apenas a um grupo de crianças.
“O que está aqui em causa é uma questão de equidade. Não se devem verificar situações em que não se deem às crianças as mesmas condições de acesso a cuidados de saúde”, avisou Graça Martins.
Contactada pela Lusa, a Administração Regional de Saúde do Norte (ARS-N) informou que “as estruturas de cuidados de saúde primários que dependem” da sua tutela “não subscrevem o protocolo”.
Lusa
Fonte da ARS adiantou ainda ser verdade “que a proposta não se enquadra no plano nacional de vacinação nem nas orientações técnicas da DGS”.
A Lusa tentou, sem sucesso, obter mais informações sobre o protocolo junto do Centro Hospitalar, mas sem sucesso.
O presidente da Câmara de Gaia, Luís Filipe Menezes, revelou a 21 de dezembro que a partir de 01 de fevereiro a vacinação contra a meningite e a rotavírus seria gratuita para as famílias numa situação económica difícil.
“A Câmara suportará as despesas dessas vacinas”, anunciou, acrescentando que a decisão da gratuitidade das vacinas foi negociada naquele dia com as farmácias do concelho.



