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Oito graus não travaram o primeiro banho do ano em Espinho
Com os termómetros a marcar oito graus, o primeiro banho do ano voltou a cumprir-se esta manhã em Espinho, reunindo dezenas de pessoas numa tradição enraizada em várias zonas do país.
1 de janeiro 2026

O frio intenso não afastou quem faz do primeiro mergulho do ano um ritual repetido ano após ano. No areal, juntaram-se grupos de amigos, familiares e curiosos, entre contagens decrescentes improvisadas, gritos de incentivo e a corrida apressada até ao mar, num cenário marcado por risos nervosos e arrepios visíveis.
A tradição do primeiro banho do ano mantém-se viva um pouco por todo o território, do Norte ao Sul de Portugal, assumindo-se como um gesto simbólico de entrada no novo ano, associado à superação do frio e ao convívio junto ao mar.
Celina Silva, residente em Espinho, foi uma das participantes. “Este ano sinto frio mas só fora da água. A areia está gelada”. Diz que mantém o hábito há vários anos e sublinha os benefícios que associa ao mergulho. “Raramente fico doente. Este banho é sempre o melhor remédio”, revela, exibindo um gorro de Natal.
Entre os que avançaram decididos para a água e os que recuaram à última hora, houve também quem optasse por ficar pela margem, registando o momento em fotografias e vídeos. Alguns limitaram-se a molhar os pés, outros passaram apenas para assistir.
Fernanda Castro, de Esmoriz, integrou o grupo dos espectadores. “Eu não conseguia mergulhar com este frio. Deus me livre. Até de casaco estou gelada”, graceja. Ainda assim, não dispensa a presença. “Gosto de os ver, de tirar fotos, mas fico por aqui”.
Entre entradas rápidas no mar e saídas igualmente apressadas, o primeiro banho do ano voltou a cumprir-se em Espinho, confirmando uma tradição que resiste às baixas temperaturas e continua a marcar o arranque de cada novo ano junto ao oceano.



