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Julieta desceu os Clérigos até ao Romeu para “renovar amor da Torre com a cidade” do Porto

Em véspera de comemorações dos 250 anos da Torre dos Clérigos, a Irmandade responsável pelo ex-líbris do Porto quis aproveitar o Dia dos Namorados para “dar um choque à cidade, para retomar a relação de amor” com o monumento.
Para o padre Américo Aguiar, presidente da Irmandade dos Clérigos, o “choque” pôde proporcionar-se com um bailado de uma Julieta que desceu em “rappel” os 75 metros da torre para trocar carícias com um Romeu improvisado, uma iniciativa que se repete ao longo da tarde deste Dia dos Namorados.
As dezenas de pessoas que ficaram de olhos postos na exibição de romantismo nas alturas puderam ainda desfrutar de chocolates e mensagens de amor com a inscrição “Por ti subi à Torre”, numa iniciativa que pretendeu ainda chamar a atenção para o restauro do monumento.
Américo Aguiar lembra que “a Torre demorou dez anos a ser construída e agora, passados 250 anos, às vezes não valorizamos assim tanto a presença daqueles que mais gostamos”, pelo que considera que “às vezes é preciso um dia especial para reforçar e renovar a relação.”
“Nós tínhamos várias possibilidades para este dia e esta pareceu-nos a mais engraçada”, explicou Américo Aguiar, ressalvando que “agora as coisas estão diferentes – já não é o Romeu que sobe, é a Julieta que desce”.
O presidente da Irmandade dos Clérigos disse à Lusa que a Igreja apoia “o romantismo à antiga e à moderna”, seja pelas “redes sociais, a internet e todo este “networking” em que hoje estamos envolvidos” e que “quase que substituem o face a face, o coração a coração.”
“Mas bem, o que é que é mais importante?”, indagou o clérigo, “é trocarmos e-mails, é falarmos via Skipe, ou é, olhos nos olhos, falar coração a coração, mão na mão daqueles que mais gostamos e amamos?”
Para o padre Américo Aguiar “o `hi-tech` leva vinte a zero do `I touch` e, por isso, o toque é muito mais importante que o clique, mas o clique às vezes é preciso para que o toque aconteça, por isso queremos o melhor dos dois mundos, como sempre acontece na nossa vida.”
“É lógico que o Dia dos Namorados é um dia dos cristãos”, conclui Américo Aguiar, sublinhando que “os cupidos até são anjinhos muito bonitos, segundo a tradição”, mas salientando que a Irmandade dos Clérigos quis sobretudo “sublinhar estes bons sentimentos que estas datas nos permitem”.
“Que todos, neste dia, se deixem tocar pelo cupido e sejam capazes de um gesto, de uma palavra, àquele ou àquela que é mais importante nas suas vidas”, desejou.
Lusa

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