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Autarca de Espinho confia que novos testes da CP viabilizarão Linha do Vouga

A CP está esta semana a testar uma nova utilização para as suas automotoras ligeiras na Linha do Vouga e o presidente da Câmara Municipal de Espinho defendeu hoje que disso poderá resultar a “viabilidade” desse troço de comboio.
O encerramento da Linha do Vouga, no troço entre Oliveira de Azeméis e Espinho, chegou a ser anunciado pelo Governo no âmbito do Plano Estratégico dos Transportes, mas as autarquias servidas por esse trajeto contestaram a medida e a CP tem vindo a equacionar novas soluções que viabilizem a rentabilidade da ferrovia.
Pinto Moreira revela agora que a ferroviária nacional está a tentar “reduzir os custos de exploração da linha” ao trocar as atuais automotoras tradicionais pelos Light Rail Vehicles, cujos problemas anteriores – na Linha do Tua, por exemplo – “estiveram relacionados com o facto de serem demasiado leves e terem o peso mal distribuído”.
“A CP está a efetuar ensaios com essas automotoras ligeiras na Linha do Vale do Vouga entre as nove da noite e as seis da manhã”, declara o presidente da Câmara de Espinho, dizendo acreditar que se vai tomar “todas as medidas para garantir a sua viabilidade e segurança”.
Para Pinto Moreira, a Linha do Vouga é um recurso a preservar porque “permite a ligação de populações e concelhos do interior à zona litoral e ao eixo ferroviário Lisboa-Porto”.
A modernização e revitalização desse trajeto ferroviário representaria, por isso, a longevidade de um recurso que, historicamente, “é desde há muitos anos ponto de partida e de chegada para milhares de utentes que desfrutam da praia e do roteiro paisagístico que o itinerário da linha proporciona”.
Os Light Rail Vehicles que esta semana estão a ser testados pela CP circulavam anteriormente nas linhas do Tâmega, do Corgo e, inclusivamente, na do Tua, onde chegaram a ser responsabilizados, aliás, pelos acidentes ferroviários que aí se verificaram em 2008 e 2009.
Técnicos especializados suíços defenderam, entretanto, que as deficiências dessas automotoras em matéria de segurança se deveriam sobretudo à leveza que evidenciavam quando circulavam isoladas, pelo que os riscos da sua utilização diminuiriam sempre que essas estruturas circulassem acopladas a outras.
Lusa

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