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“Maryjoana” é o primeiro single do novo disco «Bipolar» do grupo feminino portuense «3 Marias»

Apercebemo-nos, logo nos primeiros minutos, que estávamos diante de alguém muito apaixonada por aquilo que faz. E, diga-se com toda a justiça que o faz muito bem. Chegou antes da hora marcada. Aproveitando a magnífica vista sobre o rio Douro, e porque estava num dos melhores hotéis do país, o «The Yeatman», com provas dadas também na vinicultura, pediu um copo de vinho tinto que a acompanhou durante a entrevista, embora não precisasse da inspiração do deus Baco.

Ao longo dos anos, Cristina Bacelar, natural do Porto, não escondeu a sua paixão pela música. Docente de Educação Musical, faz bandas sonoras para cinema e teatro, é intérprete de canções para produções televisivas, dá aulas de guitarra, foi docente no Conservatório de Famalicão e, através da música, tem vindo a desenvolver um projecto inovador de ensinar matemática.

O certo é que esta “alma mater” das «3 Marias», ao longo destes anos, tem “devorado” muitas influências musicais, desde o clássico ao fado, à bossa nova, e, como não poderia deixar de ser, ao flamenco.
Cristina Bacelar refere que a ideia de criar «As 3 Marias» surgiu depois do disco «Descartabidade», homenagem a Florbela Espanca, “e confessa que nunca pensou que a banta fosse tão bem aceite pela crítica e, por isso, “o «Bipolar é um espelho que, independentemente da posição, retrata sempre a nossa música”.

“Patologia musical”

Cristina Bacelar entende que a música não é mágica por si só. “É, principalmente, por aquilo que trás e retrata aquilo que somos na vida”. Quanto à banda afirma que são “três amigas que, ao longo do tempo, aprendemos a conhecermo-nos e damo-nos muito bem”.

Assim, «Bipolar» marca o regresso da banda aos principais palcos do país. O seu primeiro trabalho, «Quase a Primeira Vez», foi editado em 2009, e esteve em várias playlists em emissoras nacionais. Mas, quando é questionada, se quatro anos de interregno não foram muito tempo, é rápida na resposta: “depende do que se quer fazer. Entendo que é necessário existir um espaço longo entre um trabalho e o outro para tentar saber onde falhámos, o que é possível corrigir, melhorar e crescer. Agora, quando música é para vender a metro, é possível fazer um disco todos os anos”, ironizou.

Numa conversa, sem pressas nem reservas, refere que este disco é como se fosse uma “ patologia musical”. A obra, assumida por uma banda constituída só por mulheres, foi apresentado na última quinta-feira, dia 3, na Casa da Música no Porto, e a essência do tango continua bem patente naquele que é o “único grupo que em Portugal, faz tango e o cantam em português. “Não conheço nenhum projecto como o nosso, só de mulheres, e que toquem tango”. E, como entende que os instrumentos e a música são uma boa terapia, os “instrumentos podem ser encararmos os médicos desta patologia toda”, risos.

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2 Comments

  1. Já tenho o disco. A sonoridade é muito agradável. Foi uma boa prenda de aniversário. Gostei do que li. As Marias são giras e o hotel também. Felicidades!!!!!

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