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“Saúde Mental e Adultos mais velhos” tema do Dia Mundial da Saúde Mental

Mais de 800 milhões de pessoas têm 60 ou mais anos e as projecções indicam que este número irá atingir cerca de dois mil milhões em 2050, segundo refere a Federação Mundial da Saúde Mental que, para o Dia Mundial da Saúde Mental deste ano, escolheu o tema “Saúde Mental e Adultos mais velhos”.
Em Portugal, a «ENCONTRAR+SE – Associação para a Promoção da Saúde Mental» promove um conjunto de actividades, destacando-se no dia 10, pelas 10h, no Pólo da Universidade Católica, no Porto, uma sessão comemorativa da data e do seu 7º aniversário, presidida por Fernando Leal da Costa, Secretário de Estado-Adjunto do Ministro da Saúde, e que conta ainda com a presença de Álvaro de Carvalho, Coordenador Nacional para a Saúde Mental.

Probreza, isolamento social, perda de independência, solidão, luto, deficiência física e até exposição a maus-tratos fazem parte de uma multiplicidade de factores sociais, demográficos, psicológicos e biológicos que contribuem para o desenvolvimento de doença mental, sendo particularmente pertinentes entre os mais velhos. Ora, a tendência para o envelhecimento da população torna essencial olhar e compreender os desafios que representa em termos individuais e societais.
De acordo com Filipa Palha, presidente da «ENCONTRAR+SE», “a velhice não é doença, pelo que devemos começar por criar condições para que não seja vivida e olhada desta forma. Também não devemos descuidar o facto de haver uma série de problemas de saúde física e mental mais prevalentes nesta idade, exigindo que se desenvolvam respostas adequadas”.
A demência é um dos problemas de saúde mental a ter em consideração entre os mais velhos. Um relatório da Organização Mundial de Saúde e da Associação Internacional da Doença de Alzheimer, aponta para 35,6 milhões de pessoas a viver com este problema que deverá duplicar a cada 20 anos.
Depressão e abuso de substâncias são outros dos problemas comuns entre os adultos mais velhos. Segundo dados de 2010 do Institute of Health Metrics and Evaluation (IHME), a depressão implica acima dos 60 anos 9,17 milhões de anos de vida perdidos por incapacidade.
Por seu lado, o abuso de substâncias, considerado muitas vezes como um problema dos mais jovens, deverá duplicar entre 2001 e 2020 na população europeia mais idosa. Dados do IHME apontam para 1,5 milhões de anos perdidos por incapacidade entre os seniores devido a problemas de alcoolismo e 338 mil anos devido a outras substâncias.
Em termos nacionais, “um dos problemas que temos é a falta de respostas para pessoas em processos demenciais” refere Filipa Palha. “Devemos implementar respostas que promovam o envelhecimento activo e a prevenção de problemas de saúde mental. E, nas situações em que existem problemas de saúde mental, disponibilizar respostas adequadas”, acrescenta.
Neste campo enquadram-se projectos como o “Felicidário”, iniciado este ano pela ENCONTRAR+SE, e que tem por objectivo promover um olhar positivo da vida durante a fase de envelhecimento, através da partilha de experiência e envolvimento em actividades.
“A promoção da qualidade de vida na população sénior não se deverá esgotar na prestação de cuidados básicos de qualidade, mas deverá promover a adopção de uma postura activa na construção desta fase da vida que inclua a valorização dos recursos e potencial, mesmo para além das possíveis dificuldades e limitações”, explica a presidente da «ENCONTRAR+SE».

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