Espetáculos Nacionais

Telmo Pires: “Pouco a pouco vou à descoberta do meu país”

Fadista atua dia 6 de Julho em Barcelos e dia 20 em Bragança

“Vai ser o meu primeiro concerto da minha carreira no Minho! Sinto que, pouco a pouco, vou à descoberta do meu país e sou um privilegiado de o poder fazer através da música, do fado, do meu canto”. É desta forma que o fadista Telmo Pires se refere a dois concertos agendados para Barcelos e para Bragança. “Estou muito feliz por ter sido convidado para cantar nestas duas cidades no norte”.
O fadista Telmo Pires é um verdadeiro homem do Norte, e dia 6 de Julho marcará presença na 35ª edição da Feira do Livro, evento onde irá interpretar fados do quinto álbum da sua carreira – “Ser Fado”. O programa desta edição conta com muitas apresentações e lançamentos literários, tertúlias, conversas, conferências, espetáculos musicais e teatrais, inaugurações e animações de rua.
O concerto de Bragança chega dia 20 deste mês. “Vai ser um regresso a casa, pois será a quarta vez que subo ao palco da cidade onde nasci. Vou aproveitar essa noite para apresentar uma ou outra música que vai ser incluída no próximo álbum”, enfatiza o fadista.
Em declarações à AIN, confessou que foram as vozes de Amália e de Carlos do Carmo que o entusiasmaram quando era ainda criança. “A genialidade e simplicidade na interpretação, a entrega e coragem são os atributos que estão ligados a eles. No fado são essas as minhas referências”.
Questionado quanto ao lugar que entende ocupar neste momento na música, faz uma pausa. “Bem. Ainda me estou a dar a conhecer. A maior parte das pessoas que me conheceram em Portugal nem sabem que já editei três álbuns antes de chegar cá. Espero um dia ocupar um maior” (risos).
Telmo Pires é um homem de aventuras. Cantou pela primeira vez numa casa de fado em Lisboa, em 2010, ano em que decidiu ficar em Portugal, uma vez que viveu parte da sua vida na Alemanha. Tem pena de não ter conhecido o sabor de cantar em casas de fado, de lidar com o fado diariamente. Saiu de casa aos 19 e teve sempre a certeza de que queria fazer música, que queria cantar. “As coisas pouco a pouco foram surgindo, aprendi a estar em palco, fiz teatro, tive aulas de canto, aprendi cedo a estar sozinho só com um pianista em palco e fazer concertos de quase duas horas, tinha eu cerca de 20 anos. Foi essa a minha escola”.
Durante a entrevista, não escondeu as grandes memórias que tem da cidade invicta. “O Porto tem um grande peso na minha história. Foi do Porto que os meus pais partiram comigo para uma ‘nova vida’, quando eu tinha dois anos e meio”, concluiu.

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