Desporto

Oporto Golf Club escreveu mais um capítulo dourado na sua história

O Oporto Golf Club acabou por escrever mais um capítulo dourado – na história que já vai longa – são mais de cento e trinta anos de gramados, de lugares que por ora resistem em imagens e memórias espalhadas na simpática Club House.
As previsões do IPAMA para a cidade de Espinho – lugar de Paramos – eram tudo menos animadoras para a semana de 21 a 26. Felizmente, que (mais uma vez) se equivocaram e a chuva pouco esteve presente, e ainda bem. O desporto, as imagens e a competição só saiu a ganhar.
Um clube que é mais do que um clube, e aí, não querendo fazer frente a uma massa catalã, a verdade é que a raça vareira está presente, desde logo pelo seu fantástico staff, do Caddie Master ao pessoal do restaurante. Entre os dias vinte e três e vinte seis, Ricardo Melo Gouveia, Tiago Cruz, Leonor Bessa, Susana Mendes Ribeiro – entre outros profissionais – mediram forças e partilharam horas de campo com os maiores talentos da modalidade e (de tenra idade) como é o caso de Sofia Barroso Sá, que ao terceiro dia estava em segundo lugar, a nove pancadas (+11) de Leonor Bessa, que na categoria profissional dominou do primeiro ao último dia, com erros, confessa, mas contente com o resultado final.
Os greens do Oporto Golf Club passaram por uma fase complicada – e que com dedicação e saber conseguiram reverter e apresentarem-se num verde vivo, embora longe do “tapete perfeito”. Os elogios surgiram horas mais tarde – durante a atribuição dos prémios do ProAm – por parte do director da Federação Portuguesa de Golfe que levou aos fairways daquele lugar de Paramos, os melhores da modalidade e os sócios do Oporto que se inscreveram (quer individualmente, quer a nível empresarial, oscilando entre os 60 e os 150€). O acumulado reverteu inteiramente para a Academia OGC – espaço com equipamento digital TRACKMAN que analisa (entre outros importantes parâmetros o voo de bola e o ângulo de ataque do ferro) e um resguardo para os dias de chuva e vento norte. A obra teve como principais patrocinadores: BPI Grupo CaixaBank / Solverde – Casinos e Hotéis / Super Bock Group e Federação Portuguesa de Golfe, um sonho antigo da direcção de Manuel Violas e que conta com atletas formados na casa (Vasco Alves e Miguel Lopes Valença) a descobrir e treinar os próximos campeões. Um túnel de atletas e sócios assistiram maravilhados aos primeiros shots por parte de Ricardo Melo Gouveia e Ricardo Santos e do próprio presidente do clube.
Para Ricardo Melo Gouveia – tratou-se de uma semana bastante sólida, com apenas dois shots falhados no último dia, um bom jogo do tee ao green o que lhe permitiu ascender à liderança destronando os mais directos adversários e também profissionais: Pedro Figueiredo, Tiago Cruz e o jovem amador – Pedro Lencart (uns impressionantes -11 no final da terceira volta).  Considerou também positivo a federação atribuir o título de campeão nacional absoluto numa prova com profissionais e amadores – para que a modalidade cresça em Portugal. Era inevitável falar sobre a pandemia, e para Ricardo ter estado em casa não foi sinónimo de descanso, fazendo-se valer de um grande amigo que é preparador físico e conseguiu treinar todos os dias num espaço do pai com o irmão – Tomás que venceu horas mais tarde o ProAm com a equipa Kankura (equipamento de golfe) com 81 pontos. Considerou 2019 um ano difícil e o 2020 também, mas a vitória em Espinho abriu caminho para os voos que anseia – e, que de resto – merece.
No que se refere ao núcleo feminino, para Leonor Bessa – considerou ser importante vencer a primeira edição e ser um modelo para outras jogadoras, lamentando haver poucas atletas a praticar a modalidade. Sentiu que não esteve na melhor forma mas tentou gerir o jogo, levou para casa um prémio monetário de 900€. Quem voltou aos gramados do Oporto mas com um resultado muito aquém do esperado (+24) foi a também profissional Susana Mendes Ribeiro, inscrevendo no primeiro dia (+10), conseguiu no segundo uma melhor prestação com (+5), no terceiro (+6) e no quarto uma sorte maior nos putts e no ataque ao green, levou para casa um prémio monetário de 600€.
O pódio ficou assim preenchido por: Leonor Bessa (PGA Portugal), seguida de Sofia Barroso Sá (Quinta do Lago) e Leonor Medeiros (Quinta do Peru).
Sofia Barroso Sá (Amadora) não escondeu a alegria de um sonho que tinha há um ano e meio. No último campeonato disse que seria campeã no próximo, trabalhou bastante para isso e foi recompensada com o título.
O 87º Campeonato Nacional Absoluto fica ainda marcado por um hole-in-one no buraco 16 ao terceiro dia por parte da atleta do Club de Golf Miramar – Matilde Fernandes – demonstrando que na modalidade “não há sorte que sempre dure, nem mal que nunca acabe”, na recta final apresentava-se triste mas com o feito não conseguiu esconder o sorriso. Quem ainda conseguiu brincar com a situação foi a sua parceira de jogo: Susana Mendes Ribeiro que lhe perguntava se tinha seguro:D para pagar uma “rodada” a todos os presentes.

Texto e fotos: Francisco Azevedo

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