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Vídeo: Artistas felizes com regresso ao palco

Protagonistas do cartaz da Feira da Mação vincaram a importância da comunhão com os públicos e sublinharam a resiliência do sector cultural

“Eufórico!”. Assim se proclamou David Antunes, antes de, na noite de sábado, subir ao palco da Feira da Maçã de Armamar, com a “Midnight Band, para um espetáculo – com recinto lotado, muita gente a dançar e poucas pessoas de máscara – em que teve a companhia de Manuel Melo.

O músico e cantor salientou que seria “o primeiro concerto” com a sua banda, após o levantamento das restrições impostas pela pandemia. Disse que, a solo, já tinha feito “algumas coisas”, mas ansiava por ver, como viu, um público “a cantar e a sorrir”.
Sobre a vida de artista confinado, realçou que os profissionais do meio tiveram de se reinventar, nomeadamente, indo “à procura de outros palcos”, como “o online”. Mas sublinhou que “ao vivo” é o que faz felizes os artistas.
Ainda sobre os tempos mais duros da pandemia, considerou que tiveram algo de “agridoce”, pois às limitações profissionais contrapuseram-se mais oportunidades para “estar com a família”. Deu como exemplo os 15 dias passados no Algarve, em Agosto deste ano, que não teriam sido possíveis num ano normal de concertos.
“Sempre fui muito otimista”, declarou, assinalando que cedo previu que as restrições iam durar ano e meio e que seria questão de “aguentar o barco” até a normalidade regressar.
Manuel Melo, convidado no espetáculo de David Antunes, testemunhou o “sabor especial” do voltar ao ativo. Sentia “a falta de tocar, e da estrada”. A “sensação de liberdade” recuperada deu-lhe “uma energia muito boa”.
Previu, até, que vêm aí tempos “de alguma loucura”, com as pessoas a sentirem necessidade de libertarem a energia acumulada. “Merecemos abrir as asas e sentir que somos humanos”, sublinhou.
Com confinamentos e impossibilidades, este ator e músico teve de gerir “o medo do primeiro ano” e de “criar formas de remuneração que não passavam pela necessidade de sair de casa”.
Quanto às lições que o COVID deixará, destacou o sentido de comunidade: “tivemos de aprender que, sozinhos, não somos ninguém, que precisamos uns dos outros”.
O agente artístico, Hugo Miguel enfatizou a resposta “muito positiva” do público ao cartaz da Feira da Maçã.
Quanto ao negócio, acentuou que houve muitos produtores que pensaram em “desistir”, reafirmando que o sector foi “o mais afetado” pela pandemia”, sem que tenha sido amparado pelo governo.
A retoma trouxe, também, a noção de que “o patamar está mais elevado”, com o mercado a ser lido como “mais exigente” e “mais competitivo”. Também “mais limpo”, explicando que os públicos, “sedentes de cultura”, estão “mais exigentes” com o que pretendem ver e ouvir.
Considerou que alguma má qualidade, que “atrapalhava o mercado dos bons”, foi ficando pelo caminho.

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