País
Gripe obriga a reforço dos serviços de saúde
A subida acelerada dos casos de gripe levou o Governo a alargar horários nos centros de atendimento clínico, a ativar uma monitorização diária da atividade gripal e a reforçar a resposta do SNS, numa altura em que se registam cerca de 700 novos casos por 100 mil habitantes numa semana.
8 de dezembro 2025

O aumento rápido dos casos de gripe levou o Ministério da Saúde a alargar horários nos centros de atendimento clínico e a ativar uma monitorização diária da atividade gripal. A medida surge numa semana em que Portugal registou cerca de 700 novos casos por 100 mil habitantes.
A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, reconheceu a pressão crescente sobre os serviços e admitiu a escassez de profissionais, frisando que a gripe deverá ter “um impacto maior este ano”. A governante sublinhou que a capacidade do Serviço Nacional de Saúde foi reforçada e alertou para um aumento previsível da procura nas urgências, já em curso. Admitiu ainda a possibilidade de suspensão de cirurgias não urgentes para libertar recursos.
A diretora-geral da Saúde, Rita Sá Machado, informou que a curva da infeção “está em fase ascendente”, embora ainda não tenha atingido o patamar epidémico. Recomendou a utilização de máscara por pessoas com sintomas respiratórios, sobretudo em unidades de saúde, e reforçou as regras de etiqueta respiratória, como a lavagem frequente das mãos, a proteção ao tossir ou espirrar e o arejamento dos espaços.
O Governo decidiu também avançar de imediato com uma task force de acompanhamento diário da gripe, à semelhança do que ocorreu no ano passado. No reforço da resposta de emergência, o INEM recorrerá a ambulâncias da proteção civil e da Cruz Vermelha. A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa disponibilizou 27 camas sociais, 112 camas de apoio e está a tentar mobilizar mais 50 camas nas próximas semanas.



