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Final do Festival da Canção acontece esta noite
Representante de Portugal na Eurovisão poderá não ser o vencedor do Festival.
7 de março 2026

Após duas semifinais realizadas nos dois sábados anteriores, esta última gala volta a ser transmitida a partir dos estúdios da Valentim de Carvalho, em Oeiras. A apresentação estará a cargo de Filomena Cautela e Vasco Palmeirim, com Alexandre Guimarães e Catarina Maia nos bastidores e na “Green Room”.
A final do Festival da Canção está agendada para as 21h00 (hora de Lisboa) e será transmitida em direto na RTP1, RTP Internacional, RTP África e na plataforma RTP Play. Esta emissão assinala igualmente o 69.º aniversário da própria televisão pública portuguesa.
Dez canções disputarão a vitória através de um sistema misto de votação, em que o televoto representa 50% da decisão final e o júri os restantes 50%. O painel de jurados encontra-se distribuído por sete regiões: Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo, Algarve, Madeira e Açores.
Ordem de atuação
1. Bandidos do Cante – “Rosa”
2. João Ribeiro – “Canção do Querer”
3. André Amaro – “Dá-me a Tua Mão”
4. Gonçalo Gomes – “Doce Ilusão”
5. Marquise – “Chuva”
6. EVAYA – “Sprint”
7. Sandrino – “Disposto a Tudo”
8. Nunca Mates o Mandarim – “Fumo”
9. Silvana Peres – “Não Tem Fim”
10. Dinis Mota – “Jurei”
Pela primeira vez, o vencedor terá a possibilidade de recusar a participação no Festival Eurovisão da Canção, agendado de 12 a 16 de maio em Viena, Áustria. Consequentemente, o representante de Portugal no certame europeu poderá não coincidir com o vencedor do festival desta noite! A expectativa manter-se-á elevada até depois do momento final da votação.
Portugal na Eurovisão com altos e baixos
A participação de Portugal no Festival Eurovisão da Canção teve início em 1964, ano em que o país se estreou com a canção “Oração”, interpretada por António Calvário. Durante várias décadas, os resultados alcançados foram, em geral, modestos, com Portugal a ocupar frequentemente posições inferiores na classificação final. Ainda assim, o país manteve uma identidade musical própria, muitas vezes marcada pela influência dosestilos tradicionais portugueses, o que conferiu singularidade às suas participações. O momento mais marcante da história portuguesa no concurso ocorreu em 2017, quando Salvador Sobral venceu com a canção “Amar Pelos Dois”, composta pela irmã Luísa Sobral. A vitória em Kyiv representou o primeiro triunfo de Portugal após mais de 50 anos de participação e estabeleceu, à época, um recorde de pontuação, que se mantém até hoje. No ano seguinte, o país acolheu o festival em Lisboa, consolidando esse momento como um dos mais relevantes da história portuguesa no concurso.
Ao longo de cerca de 60 participações portuguesas no certame europeu, vários intérpretes marcaram presença e deixaram a sua marca, entre os quais Simone de Oliveira, Paulo de Carvalho, Carlos Mendes, José Cid, Carlos Paião, Doce, Dora, Dulce Pontes, Sara Tavares, Anabela, Rui Bandeira, Rita Guerra, Vânia Fernandes, Cláudia Pascoal, The Black Mamba, Maro, Mimicat, Iolanda e os mais recentes NAPA. Os vencedores do Festival da Canção 2025 serão, aliás, convidados especiais na edição desta noite. A participação deste grupo, originário da Madeira, no Festival Eurovisão da Canção gerou um assinalável fenómeno mediático, particularmente entre o público mais jovem. A banda destacou-se pela sua estética alternativa e por uma abordagem mais intimista à canção apresentada, contrastando com produções de maior dimensão frequentemente associadas ao concurso. Após a atuação em Basileia, as músicas do grupo registaram um aumento significativo de reproduções nas plataformas digitais, ao mesmo tempo que se multiplicaram as reações nas redes sociais. Este momento traduziu-se numa ampla visibilidade mediática, contribuindo para expandir o alcance e a popularidade do projeto, tanto em Portugal como além-fronteiras.
Texto: N. Costa
Fotos: RTP



