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FESTEA transforma Conímbriga em palco para revisitar os clássicos

O teatro clássico volta a ocupar o Museu Nacional de Conímbriga com a XXVII edição do FESTEA, que cruza criação artística, investigação científica e património cultural. O festival propõe uma leitura contemporânea da tragédia grega, reforçando o diálogo entre a herança clássica e os desafios do presente.

Ao longo de quase três décadas, o FESTEA tem afirmado o teatro clássico como um espaço de diálogo entre o passado e o presente. A XXVII edição do Festival Internacional de Teatro de Tema Clássico volta a passar pelo Museu Nacional de Conímbriga, que recebe, no próximo dia 4 de julho, um dos momentos centrais da programação. A iniciativa reúne espetáculos, momentos de reflexão académica e experiências de contacto com o património, procurando aproximar os públicos contemporâneos do legado greco-romano e evidenciar a atualidade dos grandes temas da Antiguidade.
Organizado pelo Grupo Thíasos, o festival decorre entre a primavera e o verão e acolhe anualmente companhias de diferentes países. A programação cruza criação artística, investigação científica e valorização do património cultural, consolidando o FESTEA como uma das mais relevantes iniciativas dedicadas ao teatro clássico em Portugal.

Em nota de imprensa, a organização refere que o festival ultrapassa os principais equipamentos culturais de Coimbra e estende-se a escolas e espaços culturais de todo o país, contribuindo para divulgar a cultura clássica junto de públicos diversificados e para valorizar alguns dos mais importantes espaços patrimoniais portugueses, entre os quais o Mosteiro de Santa Clara-a-Velha e as Ruínas de Conímbriga.

O Centro de Estudos Clássicos e Humanísticos da Universidade de Coimbra sustenta que “o FESTEA demonstra que os clássicos não pertencem apenas ao passado. As histórias, os conflitos e as questões humanas presentes no teatro greco-romano continuam a desafiar-nos e a ajudar-nos a compreender o mundo contemporâneo. Ao mesmo tempo, o festival permite valorizar o património cultural português através de novas formas de fruição e participação”.
O programa no Museu Nacional de Conímbriga tem início às 15h30 com uma conversa aberta dedicada à encenação da tragédia grega na atualidade. Segue-se, às 17h00, uma visita às Ruínas de Conímbriga, sujeita a inscrição prévia. Às 18h30 sobe à cena “Antígona”, pela Profetrolls. O programa prossegue às 20h00 com um jantar, sujeito a inscrição prévia, e termina às 21h30 com a apresentação de “As Bacantes”, pela Companhia de Teatro Noite Bohemia.

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