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Igreja de Válega. Os azulejos que transformaram um templo com quase três séculos

Está em Válega, no concelho de Ovar, e é difícil ficar indiferente à cor que cobre a fachada e se prolonga pelo interior. Quase três séculos de história encontram-se numa igreja onde os azulejos são os grandes protagonistas. A Agência de Informação Norte foi conhecê-la.

A primeira imagem fica do lado de fora. Uma fachada coberta de azulejos policromáticos, com diferentes representações religiosas, dá cor à Igreja Matriz de Válega. Lá dentro, o cenário continua. Os azulejos percorrem as paredes da nave e chegam à parte superior do arco triunfal. Juntam-se os vitrais e os tetos revestidos a madeira. O resultado é um templo onde a arte está em quase todos os pormenores.

Mas nem sempre foi assim. A construção da atual igreja começou em 1746 e prolongou-se por mais de um século. A cor que hoje a distingue só chegaria muito mais tarde. Em 1960, a fachada principal foi revestida com azulejos policromáticos produzidos pela Fábrica Aleluia. Em 1975, o revestimento chegou às fachadas laterais e posterior, com azulejos desenhados pelo arquiteto 18.

Há ainda um momento em que a igreja ganha outra imagem. Acontece ao final da tarde. Virada a poente, a fachada recebe os últimos raios de sol. A luz bate nos azulejos, intensifica as cores e faz sobressair o brilho da cerâmica. Quase três séculos depois do início da construção, são eles que dão uma identidade singular à Igreja de Válega. Por dentro e por fora.

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