Desporto
Amarante vestiu de amarelo os conquistadores da maior competição de ciclismo amador
Vão para Espanha duas das seis camisolas amarelas entregues hoje aos vencedores da primeira edição do Troféu Superprestígio Bikeservice. A maior competição de ciclismo amador de Portugal chegou ao fim com a realização do Amarante Granfondo, onde foram coroados David Mayo Vivas, Gonçalo Filipe, Fábio Abreu, Flávia Lopes, Marlene Seara e Mónica Hernández.
13 de outubro 2024

A disputa pela liderança em cada uma das categorias do Troféu Superprestígio – granfondo, mediofondo e minifondo – começou em Março, no Alentejo, com a cidade de Elvas a acolher o EuroBEC Granfondo. Coube a Amarante, no que constitui uma estreia absoluta no calendário dos granfondos portugueses, receber a sétima e última prova desta competição que integra o programa nacional Ciclismo Para Todos, segundo as recomendações da União Ciclista Internacional.
David Mayo Vivas (Love Tiles) apresentou-se no Amarante Granfondo igual a si mesmo. Arrancou determinado a assumir a liderança logo que surgiram as primeiras dificuldades dos 131 km da prova “rainha”. O desempenho confirmava a hegemonia do espanhol, abrindo caminho para ser o único ciclista a vencer todas as corridas em que participou. O ciclista quis, todavia, premiar o esforço do colega de equipa e “ofereceu” a vitória a Diogo Graça, protagonizando ambos uma chegada tranquila à meta instalada na marginal sobranceira ao rio Tâmega, ao fim de 3h38m57s. Quatro minutos depois chegou Jorge Mariz (Penacova) para fechar o pódio.
Em Amarante, Flávia Lopes carimbou a quarta vitória da temporada nos granfondos organizados pela Bikeservice. Com a marca de 4h48m06s, a atleta de Vouzela arrecadou o 1.º lugar e segurou a liderança no Troféu Superprestígio, conquistada na corrida anterior. Uxue Arteagabeitia classificou-se em 2.º, mas já com mais 36 minutos do que a vencedora.
No mediofondo, Tiago Teixeira (DBL Bike) impôs-se ao vencedor do Troféu Superprestígio na respectiva categoria, Gonçalo Filipe (Penacova), e foi o primeiro a completar os 110 km da tirada com o registo de 3h02m04s. Para a 3.ª posição da geral entrou Nuno Torres (Secai), que gastou mais dois segundos do que Gonçalo Filipe (3h02m20s).
Elisabete Madeira (Paredes Aventura), Catarina Silva (Proteu) e Iryna Kirnosenko (Team Optical), as duas últimas com mais 5m22s e 7m24s, respectivamente, face ao tempo da vencedora (3h59m33s), ocuparam o pódio feminino da distância.
Por fim e depois de conquistar metros preciosos na dianteira, a distância mais curta (54 km) teve em Vasco Silva (Bicimarante) o vencedor do minifondo, gastando 1h28m37s. Os 2.º e 3.º lugares foram discutidos ao sprint, com vantagem de Hugo Nogueira (Love Tiles) sobre Fábio Abreu (Proteu), a 14 segundos do líder.
No escalão feminino foi Alícia Jesus quem levou a melhor no tira-teimas com Mónica Hernándes. As duas atletas espanholas decidiram a vitória em cima do risco da meta ao fim de 1h54m59s. Já Fátima Cardoso (Love Tiles) garantiu o 3.º posto, a 1m24s da frente.
A classificação colectiva do Troféu Superprestígio ditou como vencedores a Proteu Cycling Team, no minifondo; enquanto que o triunfo no mediofondo pertenceu à formação Penacova/CEG/Reconco. Na categoria granfondo, a Love Tiles confirmou o favoritismo arrecadando as insígnias de vencedora da competição.
Foto: Bikeservice



