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Custódia Gallego 30 anos de carreira

Aos 54 anos, é dona de um vasto e invejável currículo em teatro, televisão e cinema. Custódia Gallego trocou o curso de medicina pelo Conservatório e garante que ainda pensou, e tentou, conciliar estas duas paixões, mas não hesitou quando teve que escolher uma: “ser atriz”. Presença regular na televisão, tem integrado os elencos de várias telenovelas da SIC e tem marcado presença em muitas séries televisivas.
Mulher de sorriso fácil, e que está a assinalar 30 anos de carreira, garante que a esta tem sido marcada por um percurso e com alguma lentidão, ao ponto de não ser “desconfortável, mas sim confortável, pois fui aprendendo as coisas e ganhando confiança e experiência no tempo certo nas várias áreas da representação”. De uma coisa tem a certeza: “trabalhei muito para chegar a esta profissão, envolvo-me cada vez mais nas personagens que me são oferecidas, mas é difícil responder se cheguei onde gostava de ter chegado”.

Trocou o curso de medicina pela representação e nunca se arrependeu. No primeiro ano de faculdade, formou um grupo de teatro na associação de estudantes e “fui ao Conservatório para encontrar alguém para dirigir um grupo de alunos”. A determinada altura, almoçava mais vezes no Conservatório, fez os exames, ficou entre os primeiros e decidiu fazer o conservatório e a medicina, sem que os pais desconfiassem sequer desta sua vontade de ser atriz. Até que um dia teve que optar. “Acabei o conservatório, mas deixei a medicina e tive que contar aos meus pais que, na altura, não aceitaram muito bem”. Custódia não tem dúvidas de que ambas as profissões têm muito em comum. “O objeto de estudo é o humano”.

Casada há vários anos com um psiquiatra, não esconde que ambos se ajudaram a interpretar os comportamentos dos filhos e das pessoas que os rodeiam. Sempre defendi que a “informação ajuda muito o nosso crescimento e basta querer e sermos realistas para conseguirmos os nossos objetivos”.

Recordando a sua infância e adolescência, hoje não tem dúvidas de que sempre foi uma pessoa realista. “Acho que sempre sonhei um pouco mais à frente do que eu sabia que era real (risos), passei pela fase de pensar que seria pouco ambiciosa e sempre imaginei como queria viver”, mas não quanto à sua forma.

Nesta entrevista, viajou pelas personagens a quem deu vida, falou do cinema, das dificuldades da profissão, mas não tem dúvidas de que ainda tem muito para aprender. “Gostava de aprender ainda a cantar melhor e tentar explorar capacidades que eu possa ter e que desconheça”.

Foto: DR

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