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Entre promessas e sacrifício, 300 peregrinos de Espinho seguem a pé para Fátima

O fluxo de peregrinos rumo a Fátima intensificou-se nos principais acessos rodoviários ao Santuário, numa altura em que centenas de grupos atravessam o país a pé para as celebrações de 13 de maio. Entre eles seguem peregrinos de Espinho, que partiram na madrugada de quinta-feira em direção à Cova da Iria.

A saída aconteceu junto à Igreja de Nossa Senhora da Ajuda, em Espinho, de onde homens e mulheres de várias idades iniciaram a caminhada dividida em várias etapas. O grupo, com cerca de 300 pessoas, pretende chegar ao Santuário antes do dia 13, enfrentando quilómetros de estrada marcados pelo desgaste físico, pelas promessas e pela devoção religiosa.

“Que cada passo seja guiado pela proteção de Nossa Senhora, e que esta caminhada seja vivida com união, coragem e muita paz”, afirmou Celina Silva, peregrina veterana que há décadas participa nesta viagem a pé até Fátima.

Ao longo do percurso, as pausas tornam-se inevitáveis. Depois de várias horas de caminhada, o cansaço começava já a fazer-se sentir entre os peregrinos. “2.ª etapa, malta, vamos até Mealhada”, lançou Celina Silva durante uma das paragens do grupo.

O IC2 continua a concentrar grande parte da circulação de peregrinos em direção a Fátima, mantendo-se como uma das principais rotas utilizadas pelos grupos organizados. Nos últimos dias, a presença de caminhantes tornou-se mais visível nas bermas e estradas nacionais, levando também as autoridades a reforçar os alertas de segurança.

A caminhada deste ano ficou igualmente marcada pela morte de um peregrino de Vila do Conde, atropelado por um comboio enquanto seguia em direção a Fátima. A vítima, Acácio Campos, de 66 anos, era irmão do presidente da Junta de Freguesia de Rio Mau, Mário Campos. Numa nota pública, a Junta manifestou, “neste momento de dor e consternação”, solidariedade e condolências à família.

Apesar dos riscos e do esforço físico exigido pelo percurso, muitos peregrinos continuam a cumprir uma tradição repetida ano após ano, movidos pela fé, pelo cumprimento de promessas ou por motivos de reflexão pessoal.”

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