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Fátima Araújo quer agitar consciências com o livro “Por acaso…” (Com vídeo)

Quando o olhar da jornalista se mistura com o olhar da cidadã preocupada com o mundo que a rodeia e com as pessoas que a rodeiam, não é por acaso que nasce um projecto solidário que pretende agitar consciências. Fátima Araújo, jornalista da RTP e pivot de vários espaços informativos na televisão pública e na RTP Informação, vai lançar, no dia 20 de Outubro, o livro “Por acaso…”, da sua autoria, com prefácio escrito pelo neurocirurgião João Lobo Antunes e fotografias da autoria de Paulo Faria.
Trata-se de uma reportagem em forma de livro sobre cinco jovens portugueses com Paralisia Cerebral que, apesar das suas limitações físicas, “são casos positivos, casos de sucesso, de empreendedorismo social e laboral, de integração social bem sucedida, de auto-a¬ceitação e de auto-superação, jovens exemplos de interacção para desmistificar clichés e preconceitos que a sociedade continua a ter em relação aos deficientes, jovens exemplos de perseverança e exemplos de pessoas úteis e válidas”.

“Por acaso…” fala de “seres que recusaram resignar-se à sua condição e que se reinventam todos os dias”, fala de “questões relacionadas com os projectos em que esses cinco jovens portugueses com Paralisia Cerebral estão envolvidos, questões relacionadas com os seus afectos, as suas relações pessoais e a sua sexualidade, questões associadas à sua fé e à forma como a prática desportiva é determinante para a sua auto-aceitação e superação” e “mostra esses jovens nas suas rotinas, através das fotografias do Paulo Faria”.

As histórias de vida e de superação contadas no livro “Por acaso…” são a de um bailarino com Paralisia Cerebral que criou, há 18 anos, a primeira escola de dança inclusiva em Portugal, a de uma socióloga com Paralisia Cerebral, activista do MDI – Movimento de (d)Eficientes Indignados, que gostava que fosse implementada em Portugal a primeira residência-modelo para deficientes que querem ser independentes, a de um informático com Paralisia Cerebral que está a desenvolver uma aplicação para as pessoas com Paralisia Cerebral que não falam e que têm debilidades nos membros superiores (mãos) poderem usar telemóveis, tablets e computadores através do olhar, a de uma professora do Ensino Básico com Paralisia Cerebral que publicou um livro e que é ex-campeã de nata¬ção adaptada, e a de um informático com Paralisia Cerebral, praticante de vela adaptada.

“Sensibilizar a opinião pública para as questões da deficiência”

Fátima Araújo assume que este livro tem por objectivo “sensibilizar a opinião pública para as questões da deficiência, para que possam ser encontradas respostas sociais e políticas dignas para as pessoas com deficiência”. A este propósito, a jornalista apresenta, no epílogo de “Por acaso…”, várias recomendações para que seja posta em prática “uma verdadeira política de cidadania e de responsabilidade social”, recomendações a que o sociedade em geral e os governos em particular não devem ficar indiferentes.

O livro “Por acaso…”, editado pela Apuro Edições, vai ser lançado e apresentado a 20 de Outubro, o Dia Nacional da Paralisia Cerebral, na Casa da Música, no Porto, às 19 horas, na cerimónia que a Associação do Porto de Paralisia Cerebral está a preparar para assinalar a efeméride. Nessa cerimónia, actuarão o pianista Mário Laginha e o fadista Camané. Parte das vendas do livro reverte a favor da Associação do Porto de Paralisia Cerebral.

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5 Comments

  1. As novas plataformas de noticias online permitem isto mesmo. Conhecer as pessoas, as suas ideias e que afinal aquele ar sério da jornalista esconde uma mulher de alma e de grande coração. Adorei o video.

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