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Palácio do Bolhão um espaço de “prazer” que abre portas a 27 de Março

A azáfama é notória e o investimento ronda já os 3 milhões de euros. A conclusão das obras Palácio do Bolhão, no Porto, estão em fase de conclusão mas, mesmo assim, ainda ficarão espaços por restaurar, uma vez que a direcção não encontrou mecenato para a sala de jantar.

Este novo espaço de cultura na cidade vai abrir portas a 27 de Março, dia Mundial do Teatro. “Se tudo correr como planeado, as portas do palácio abrem já dia 26. Queremos três dias de festa aberta à cidade, abrindo este espaço às pessoas, aos atores do Porto para que o possam conhecer este edifício já recuperado”. Mas, até lá, ainda existe um grande trabalho para fazer. “Estamos neste momento nas limpezas de todo o edifício, colocação de equipamentos, cortinas, alguma parte eléctrica e o restauro em duas salas”, garantiu António Capelo que assume a direcção do espaço.

Trata-se de um imóvel que, em 2002, foi adquirido pele Câmara do Porto e cedido à Academia Contemporânea do Espectáculo (ACE), entidade de interesse cultural, por 50 anos, que promove simultaneamente uma escola, a ACE/Escola de Artes, e uma companhia de teatro, a ACE/Teatro do Bolhão. “A história deste palácio tem muitas vicissitudes. Já foi visitado por um Presidente da República, quatro ministros da Educação, seis ministros da Cultura” e, por isso, “há muito que estamos empenhados em devolver esta casa ao Porto, vamos habitá-la e vivê-la no dia-a-dia e que seja um espaço de prazer para as pessoas”.

Segundo o actor, professor, encenador e director da ACE a sala de espectáculos abrirá com uma das mais reconhecidas personagens da mitologia grega, “Édipo”. Com várias ideias para a programação o mesmo não se irá focar só no teatro. “Queremos manter o espaço aberto para que as pessoas venham, usufruam e saiam satisfeitas com aquilo que viram e ouviram”.

“Eu sou ACE”

António Capelo garantiu que o processo mais difícil na recuperação do espaço foi conseguir cativar mecenas, pois a sua maioria desconhecia a existência deste espaço. “Não foi fácil, bati a muitas portas, existe ainda uma sala que ainda a temos que recuperar (sala de jantar). O processo de “sedução” de António Capelo foi sempre de apresentar o edifício como “está e como tem vindo a ser trabalhado” e esse campo “tem sido relativamente fácil”, o mesmo não aconteceu com os vários pedidos que fez ao “Estado” e a alguns particulares.

O Palácio, “com mais de 200 anos”, passa despercebido a quem passa na Rua da Formosa, mas, mal se transpõe a grande porta de acesso, saltam à vista os vestígios de quando era a residência de António Alves de Sousa Guimarães, barão, e, posteriormente, conde do Bolhão. Era o local mais procurado para bailes e festas entre a burguesia do século XIX.
Em várias redes sociais, e na página oficial da ACE, muitos alunos, atores e anónimos surgem com cartazes:: Eu sou ACE ou Nós somos ACE.

Texto:António Gomes Costa
Foto: Hugo Viegas

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3 Comments

  1. Quero conhecer esta nova casa. Quem passa pela rua nao sabe mesmo onde fica este espaço. Só ha dias é que reparei onde é este edificio. Parabens pelo trabalho feito.

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