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Com Vídeo: Fostter Riviera desmistifica o lado escondido dos filmes pornográficos

Existe algum mistério quando o tema é pornografia. Nem todos querem falar do assunto, fogem às perguntas e assumem que existem segredos neste “mundo secreto” que “vão continuar em segredo”.
Se para uns a vida de ator porno até é fácil, existe quem não partilhe dessa opinião. Horas antes da abertura da 8ª edição do Eros-Porto-Salão Erótico do Porto, conversamos com o ator português Fostter Riviera, natural do Bairro do Amial, Porto, recentemente distinguido com um prémio na Hustlaballem Berlim (Alemanha).
Gravou o seu primeiro filme em casa aos 18 anos e espalhou-o pela internet. Consciente do risco que corria, nunca pensou que fosse visto pela família, e “quem corre por gosto não cansa”. A mãe soube do que fazia apenas o ano passado. “Dizer-se a uma mãe que fazemos filmes pornográficos e estou na internet todo nú não é “fácil”. Deveria ter dito, “mas não tive coragem”.

Este jovem de 24 anos nunca teve dúvidas da sua orientação sexual e na escola foi vítima de Bullying, uma fase da sua vida que, garante, tem dificuldade em esquecer.
Nesta entrevista exclusiva, Sidney Fernandes, nome de batismo, mas conhecido por Fostter Riviera desmistifica alguns “mistérios” nunca revelados ou pouco conhecidos. “Nós tomamos precauções, temos seguimento médico, vou ao urologista todos os meses, fazemos exames ao coração”, tudo isto porque “tomamos medicação, algumas delas são injeções diretas no pénis”, o que permite que o pénis fique ereto 6 a 8 horas. Fostter Riviera aborda ainda os efeitos secundários destes medicamentos e que passam por “dores horrendas” e “como jovem, homem, e ator porno perder a ereção é algo que me assusta”. As gravações podem demorar 8 a 12 horas e o ator pode ganhar em média por filme “450 ou 1200 euros”. Mas as pessoas pensam que “somos ricos e que ganhamos mais”.
Assume que faz filmes sem preservativo, mas “não os promovo”, uma vez que existem muitas regras até chegar ao filme. “Não existe risco na gravação”, pois os “seropositivos gravam juntos”. É um assunto aberto, sem tabus, trazemos o papel com exames médicos feitos na última semana” e, por isso, não me assusta. “Trabalho com profissionais”, mas quanto à vida a privada, este assunto “assusta-me”.

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