10@norte

10@norte com Domingos de Andrade

Refúgios, muitos. E muitos outros por descobrir. Pratos, tantos. De comer e chorar por mais. Figuras, várias, de diversas áreas, que representam o norte e um povo que teima em persistir. O norte, esse norte, tão maior do que o seu próprio tamanho. Domingos de Andrade, diretor-executivo do Jornal de Notícias, olha para o norte e para o que ele carrega consigo. Montalegre é um lugar de eleição e de perdição. As pontes têm um encanto especial. Os dias são extensos e intensos. E a Pronúncia do Norte, dos GNR, é muito mais do que uma música com palavras. “É também um modo de vida de um povo”, afirma.

Foto: Leonel de Castro

O melhor refúgio do norte?
Tantos. Sobretudo todos aqueles que estão por descobrir. E são tantos, insisto. Mas Montalegre é um dos meus lugares de perdição. Pelas pessoas, maravilhosas, pelas aldeias encavalitadas, pela Serra do deus Larouco, pela absoluta e extraordinária gastronomia. E não falo apenas do fumeiro.

A melhor frase que ouviu?
Agora no feminino. Tantas. As do Desidério, anfitrião com a dona Ana do Solar Bragançano, em Bragança. Tenho um caderninho só com as frases e o contexto, sem o qual às vezes as frases dizem pouco. Segue uma, que também tem muito que ver com o exercício do jornalismo: “Para evitar que lhe minta, pense bem na pergunta que me vai fazer”.

A melhor figura desta região do país?
Na política, no desporto, na música, nas universidades, na restauração, nos vinhos. Temos nomes e figuras que nos devem encher de orgulho, pela defesa intransigente dos valores da Região e do país. Deixo Sobrinho Simões, médico, investigador, cientista, homem de palavra antiga e de uma extraordinária candura e sapiência.

A música que representa o norte?
Pronúncia do Norte, dos GNR de Rui Reininho. Não são só letras de uma música. É também um modo de vida de um povo.

O melhor espectáculo que viu no norte?
Muitos, também. Mas o Primavera Sound, no Porto, como o Festival de Paredes de Coura, sintetizam a diversidade, o saber receber, a vontade de conhecer novos mundos e novas culturas.

Com que figura nortenha gostava de jantar?
É melhor responder que seria com a minha mulher. É tão raro. E fica-me bem.

O melhor prato?
Só perguntas difíceis. Recuso-me a escolher. Mas posso dar um cardápio de pecados: tripas, cozido à portuguesa, feijoada transmontana, leitão, galo de Barcelos, do que se come, claro, francesinha, enchidos de toda a espécie, todos os tipos de peixe, mas cabeça de garoupa cozida é de chorar por mais.

O monumento mais interessante?
A ponte Luís I, no Porto. Porque gosto de pontes e do que elas simbolizam. Porque é uma obra de arte extraordinária.

Um episódio caricato que viveu nessa região?
Esta, desculpem lá, mas não há espaço para contar. E só contamos episódios caricatos que envolvam terceiros. E os terceiros nunca acham grande piada. Embora os episódios tenham.

Se escrevesse um livro sobre o norte que titulo teria?
Largos dias, pela persistência de um povo que teima em persistir.

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