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North Festival muda de casa e sem limite de horários para os concertos

A poucos dias do arranque do primeiro festival da nova temporada de música, há novidades. O North Festival vai decorrer num novo local - a Cidade Desportiva da Maia -, onde há mais espaço (para 40 mil pessoas) e melhores acessibilidades. Além disso, não impõe condicionalismos sobre os horários dos concertos e tem em curso uma campanha, graças à qual quem comprar bilhete para os dias 5 ou 6 de junho ganha também bilhete para o outro dia. A lotação já esgotou para dia 7.

A estreia do North Festival remonta a 2017, no estádio Dom Afonso Henriques, em Guimarães. De lá para cá, o evento teve como palcos a Alfândega do Porto e o Parque de Serralves, também na invicta, e viu a edição de 2025, que estava prevista para o estádio do Bessa, ser cancelada, devido a um impasse contratual com o clube Boavista e a constrangimentos de agendamento.

Nove anos depois da primeira edição, o festival volta a mudar de casa e, nesta edição de 2026, vai decorrer na Cidade Desportiva da Maia, um parque urbano com cerca de dez hectares, localizado no centro do concelho da Maia, no qual se situam o Estádio Municipal e o Centro de Alto Rendimento da Maia. Jorge Veloso, diretor da Vibes & Beats, promotora do evento, em declarações à Agência de Informação Norte, explica que este espaço “com capacidade para cerca de 40 mil pessoas” permite ter  “outras condições que, noutros anos, não tínhamos”, sobretudo ao nível das acessibilidades, até porque o facto de “termos o metro à porta, o aeroporto a meia dúzia de quilómetros e a rede de autoestradas junto ao recinto é muito importante”. A organização acredita, por isso, que este “espaço amplo e alargado” ajudará a “proporcionar a melhor vivência possível aos milhares de festivaleiros, com mais conforto, acessibilidade e uma experiência melhorada”. Nesse sentido, se depender da vontade da promotora, o festival deverá manter-se, no futuro, na Cidade Desportiva da Maia, atendendo a que Jorge Veloso considera não haver “nenhum recinto na região do Porto que tenha estas condições”.

No recinto, haverá três palcos, para diversificar a oferta cultural. Além do palco principal, regressa o “Palco Rock à Moda do Porto”, dedicado à música portuguesa, no qual “nove bandas vão tocar nos dias já anunciados” no site do evento e nas redes sociais. Afirma Jorge Veloso que “fizemos um concurso em que participaram 50 bandas e, dessas 50, ficaram nove”. Já no “Palco Sunset”, haverá DJ´s a animar os festivaleiros antes e depois dos concertos. No palco principal, são várias as atrações do North Festival, que volta a apostar numa “forte identidade urbana”, com nomes internacionais e nacionais. Além da mudança de local, outra novidade na edição deste ano é a duração dos concertos. “As bandas irão ter oportunidade de apresentar os seus concertos completos, sem limites de horários impostos habitualmente pelos festivais, criando uma experiência única ao público”.

Assim, na primeira noite, a 5 de junho, os cabeça de cartaz são os escoceses Snow Patrol, uma banda de rock alternativo e de pop-rock, que já atuou em Portugal em nome próprio e nos festivais Meo Marés Vivas e Nos Alive. É mais que certo que a formação de Gary Lightbody tocará os êxitos “Chasing Cars” e “Just Say Yes”. Antes deles, atuarão os portuenses Ornatos Violeta, uma das referências musicais portuguesas, conhecidas pelo carismático vocalista Manel Cruz e pelo clássico “Ouvi Dizer”. Neste mesmo dia, também fazem parte do alinhamento Luís Trigacheiro, mestre em revitalizar o tradicional Cante Alentejano, fundindo-o com a música popular portuguesa, e os ÁTOA, uma banda pop portuguesa.

No dia 6 de junho, as atenções estão centradas na banda sueca Europe. O grupo de Joey Tempest, que ficou conhecido, nos anos 80, pelas guitarradas de hard rock, pelo famoso “The Final Countdown” e pela balada “Carrie” e que fez uma geração chorar baba e ranho de desgosto de amor, vai, certamente, proporcionar uma noite revivalista, para quem tem no imaginário o porte dos então jovens de cabelos loiros compridos e roupas de cabedal. Num outro registo, os Waterboys voltam a trazer na bagagem misturas de rock, com folk celta, gospel e punk espiritual. Apesar da banda escocesa de folk-rock e rock alternativo, fundada em 1983, em Londres, já ter estado em Portugal, pelo menos, cindo vezes, a última das quais, em 2024, no Festival de Vilar de Mouros, Mike Scott e companhia não desiludirão os fãs do Northe Festival, estando garantidos no alinhamento do concerto os hits “The Whole of the Moon” e “Fisherman’s Blues”. Será também neste dia que sobe ao palco Liniker, a cantora, compositora, atriz e artista visual brasileira, considerada uma das vozes mais importantes da música atual. A sensualidade do soul, misturado com black music darão o mote para um serão poderoso e emocional.

A 7 de junho, último dia fo North Festival, a banda britânica de rock The Cure já garantiu o recinto lotado. Roberth Smith e companhia trazem à Maia o som atmosférico, a estética gótica e as letras melancólicas misturadas com grandes êxitos pop, sendo que a icónica canção “Friday I’m In Love”, promete ser um dos momentos mais inesquecíveis, ou não tivesse já essa música atingido a marca do bilião de reproduções no Spotify. Antes dos The Cure, atua mais uma banda escocesa, Mogway, e a formação portuguesa de indie rock Linda Martini.

Apesar do dia 7 de junho já estar esgotado, a organização lançou uma campanha especial para os dias 5 e 6 de junho. Comprando o bilhete para um dia, ganha também para o outro dia. A programação do evento, bem como os passes gerais e diários podem ser consultados e adquiridos no site oficial www.northmusicfestival.com ou na plataforma de venda BOL.

Além da música, o North Festival vai ter “zonas de wine gardens e food courts, com os mais variados conteúdos ao nível da alimentação e street food”, com cerca de 25 espaços de restauração, descreve Jorge Veloso. O festival tem também uma parceria com a Refood, um movimento independente, sustentável, 100% voluntário, democrático, orientado por cidadãos e organizado em comunidades locais, que se dedica à recuperação de comida em boas condições, para doar a pessoas necessitadas.

 

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