Sociedade

Com vídeo – Mário Zambujal: “o jornalismo vive um período sombrio”

Foi há mais de 30 anos que escreveu o seu livro mais emblemático, «Crónica dos Bons Malandros», livro que ainda hoje continua na memória de todos. Mário Zambujal, apesar dos anos, continua a preferir a caneta e papel para escrever os seus livros e confessa, ainda, não ser adepto das novas tecnologias. O mais importante para si é saber que os leitores se divertem com os seus livros. É nisso que se concentra quando agarra na caneta e se põe a imaginar histórias, enredos e personagens.
O também presidente do Clube de Jornalistas garante que o “jornalismo vive um período sombrio”. Os jornalistas são “mal pagos, é uma classe ameaçada pelo desemprego” e garante que aquilo que se verifica nos dias de hoje é que “até o jornalismo tem que ser hoje negócio”. Critico quanto ao assunto, assegura, no entanto, que existem jornalistas a escreverem muito bem em Portugal. Mas, para se escrever bem, é necessário “tempo” e, por vezes, a falta de tempo “é inimigo de alguma falta de qualidade, pois não existe tempo para reflectir, completar e investigar”, rematando que o jornalismo noticioso “é a matar cavalos”.
Mário Zambujal trabalhou na televisão e em jornais como A Bola, Diário de Lisboa e Diário de Notícias, em especial na área do desporto. Publicou três livros de ficção: «Crónica dos Bons Malandros», em 1980, que teve grande sucesso e deu origem a uma longa-metragem de Fernando Lopes; «Histórias do Fim da Rua», em 1983; e «À Noite Logo se Vê», em 1986.

Foto: D.R

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