Saúde

Custos com hospital de campanha no Porto não devem ultrapassar donativos refere a autarquia

Gestores hospitalares e Câmara do Porto fizeram balanço sobre funcionamento do Hospital de Campanha

A autarquia do Porto disse hoje que os custos de funcionamento do hospital de campanha, montado para aliviar a pressão sobre os dois hospitais da cidade, não devem ultrapassar o valor angariado em donativos.
O presidente da Câmara, Rui Moreira, esteve hoje reunido com os administradores dos hospitais de São João e Santo António e o presidente do Conselho Regional do Norte da Ordem dos Médicos, António Araújo, para fazer um primeiro balanço sobre o hospital de campanha.
O hospital esteve ativo cerca de um mês, recebeu doentes COVID-19 oriundos dos dois hospitais e também de lares rastreados no âmbito de um programa de separação de positivos e negativos lançado pela autarquia, e deverá apresentar contas sustentáveis, com despesas que se estima não venham a ultrapassar o valor angariado.
Para Rui Moreira, este projeto valeu a pena. Estiveram internadas 28 pessoas com COVID-19, 14 mulheres e 14 homens, entre os 35 e os 92 anos. A duração dos internamentos variou entre um dia e 27 dias, com um tempo médio de 14 dias. “Mas mesmo que não tivesse chegado a ser necessário internar ninguém, como foi, tinha valido a pena. O que não podíamos era deixar transbordar o SNS e ficarmos sem solução de um dia para o outro. Montamos o hospital em 17 dias e quando iniciamos o processo não sabíamos qual o caminho da pandemia em Portugal”, afirma o presidente da Câmara, lembrando que “é como o combate aos incêndios. Temos de ter os meios necessários imaginando que podemos ter muitos incêndios, desejando que nada arda e todos os meios aéreos fiquem em terra. O que não podemos é deixar que comece o incêndio e só depois pensarmos como o podemos apagar”, explicou.
Os 265 profissionais que ali trabalharam foram todos voluntários, regidos pela Secção Regional do Norte da Ordem dos Médicos e, durante o período de funcionamento, não se registou qualquer incidente nem qualquer infetado e encontra-se encerrado desde o dia 15 de maio.
Estiveram envolvidos dois administrativos, 50 auxiliares da ação médica, 53 enfermeiros e alunos de enfermagem e 160 médicos ou alunos de medicina.
Em Portugal, morreram 1.369 pessoas das 31.596 confirmadas como infetadas, e há 18.637 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

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