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Queima das Fitas de Coimbra espera lotação mínima de 10 a 20 mil pessoas

A Queima das Fitas de Coimbra vai decorrer de 22 a 29 de outubro, com a organização do evento a esperar uma lotação de pelo menos dez a vinte mil pessoas no recinto da Praça da Canção.

Na terça-feira, a Comissão Organizadora da Queima das Fitas (COQF) anunciou nas redes sociais as datas da Queima das Fitas, que não decorre desde a edição de 2019, devido à pandemia de covid-19.

As datas agora anunciadas estão já integradas no calendário da Universidade de Coimbra, havendo, como é hábito, suspensão das aulas durante o evento, disse à agência Lusa o secretário-geral da Queima das Fitas, Carlos Missel.

“A única coisa que não está definida é a lotação das pessoas, a sua circulação e distanciamento. Ainda não sabemos as regras que irá haver na altura”, afirmou o responsável, salientando que a expectativa da organização é de ter uma lotação mínima de entre 10 a 20 mil pessoas.

Segundo Carlos Missel, o recinto da Praça da Canção, onde decorrem os concertos, tem uma área que, com um distanciamento de metro e meio por pessoa, permite a participação de “cerca de 20 mil pessoas”.

“Nós queremos apontar para o mínimo de dez mil pessoas, porque temos muitos custos associados”, explicou, salientando que é fundamental o evento ter lucro, face à sua importância no financiamento da atividade da Associação Académica de Coimbra (AAC) e das suas secções culturais e desportivas.

Caso a Direção Geral da Saúde (DGS) obrigue a que o evento decorra em lugares sentados, Carlos Missel admite que colocaria a organização “numa situação muito difícil” e que tornaria a Queima das Fitas “inviável”.

No recinto, será obrigatória a apresentação de certificado digital ou teste negativo à covid-19.

Relativamente à circulação dos estudantes dentro da Praça da Canção, Carlos Missel diz que ainda é muito cedo para certezas, face à evolução do desconfinamento do país.

“Não queremos passar uma imagem de irresponsabilidade, mas não deixa de ser um momento de sentimento e de algum exagero e pode haver algumas situações às quais teremos de estar mais atentos”, acrescentou.

De acordo com o secretário-geral, durante a Queima das Fitas haverá também eventos associados à Latada (normalmente em outubro decorre a Festa das Latas), como a imposição de insígnias ou a presença das barracas dos núcleos de estudantes no recinto.

Já o cortejo também não vai decorrer nos moldes tradicionais.

Sem percurso entre a Universidade e o Largo da Portagem, o evento, marcado para 24 de outubro, será substituído por um desfile e arraial do fitado, dentro do recinto da Praça da Canção.

Também a Serenata, que normalmente s realiza na Sé Velha, poderá ser noutro local em que seja possível controlar a entrada de público e o seu distanciamento, salientou.

O cartaz das bandas e artistas que vão participar na Queima das Fitas “será anunciado dentro de duas semanas”, sendo composto acima de tudo por artistas nacionais, referiu.

“Queremos perceber que lotação teremos e queremos dar um passo seguro na viabilidade do evento. Poderá haver um artista estrangeiro, mas com um preço que não seja necessário um grande esforço financeiro”, frisou Carlos Missel.

Após a suspensão da Queima das Fitas em 2020, a organização chegou a adiá-la para outubro desse ano, mas foi obrigada a cancelar o evento novamente.

Este ano, a pandemia voltou a adiar a festa dos estudantes, marcada para maio, mês em que normalmente decorre o evento.

JGA // SSS

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