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Caprichos de Goya já chegaram ao Porto

Dando continuidade ao sucesso obtido em Lisboa, já está de portas abertas, em Vila Nova de Gaia, a exposição “Caprichos de Goya”, que reúne 80 gravuras do pintor espanhol Francisco de Goya y Lucientes (1746-1828) e ficará patente até 1 de Novembro, nas Caves Cálem.
Este espaço, com mais de 150 anos de história, e que em 2014 recebeu mais de 200 mil pessoas vai ser um lugar de passagem obrigatória para ali apreciarem a mostra de gravuras da série «CAPRICHOS», assinadas por Francisco Goya, com críticas sociais contundentes e que, apesar do tempo, muito actuais.

O presidente da Câmara de Gaia, Eduardo Vítor Rodrigues, valorizou, durante a cerimónia de inauguração, a escolha dos responsáveis por apresentar a exposição numa cidade que “assume também a marca Porto” e espera, por isso, que “o território possa crescer ainda mais do ponto de vista turístico”.

Trata-se de um projecto da produtora UAU que assumiu aos jornalistas, durante a inauguração da exposição, que irá ficar patente durante seis meses (até 1 de Novembro), que a mostra vai ainda percorrer outras cidades portuguesas, antes de partir para uma digressão mundial.

Considerado um dos mais importantes artistas plásticos do final do século XVIII, Goya era um forte crítico da sociedade em que viveu, apesar de ter sido pintor oficial da corte de Carlos IV, de Espanha
Viajando pelas gravuras agora expostas nas paredes das Caves Cálem, rapidamente nos apercebemos da censura do artista, os vícios humanos e as instituições políticas, onde Goya denuncia as injustiças sociais e satiriza os comportamentos da sociedade, principalmente a das classes da nobreza e clero.
“Este projecto pretende sensibilizar as pessoas que, de uma forma geral, temos uma vida cómoda, mas existem pessoas que estão a passar muitas dificuldades”. Esta exposição retratada toda a sociedade espanhola oitocentista, desde o povo, o clero, os políticos, em aspectos que vão desde os vícios, os maus costumes de todo o tipo de gentes, que podem servir para reflexão da sociedade actual. Porque não mudou assim tanto”, comentou Francisco de la Fuente, um dos responsáveis internacionais pelo projecto Dancing for the Millennium Goals (Dançar pelos Objectivos do Milénio). Este responsável abordou ainda a forte ligação que Goya tinha com toda esta região.

Depois de ter recuperado de uma grave intoxicação, Goya criou várias séries de gravuras nas quais aborda os seus pensamentos e sentimentos sobre a sociedade, como é o caso de Caprichos.

A mostra “Caprichos de Goya” conta ainda com a parceria do Museo Casa Palacio, em Espanha, de onde nascem as obras, e com a produtora PEVentertainment, contando ainda com o apoio da Fundación Fórum Universal des Cultures.

Com produção UAU e PEV Entertainment, em parceria com a Casa Museo Palacio, CAPRICHOS de Goya tem ainda o apoio da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia e ainda do Grupo Sogevinus, que acolhe a mostra nas Caves Cálem.

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