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MEO Marés entra na reta final dos preparativos, com sábado praticamente esgotado e domingo sem bilhetes

A poucos dias da abertura da 18ª edição, o MEO Marés entra na reta final dos preparativos para receber milhares de festivaleiro, de 17 a 19 de julho. A Agência de Informação Norte esteve na Praia do Aterro, em Matosinhos, o novo local onde vai decorrer o festival e onde os trabalhos decorrem a ritmo intenso. Com o sábado praticamente esgotado e o domingo sem bilhetes há várias semanas, a organização enfrenta aquele que considera ser o maior desafio logístico desde a criação do festival.

Um novo nome, um novo capítulo na história do festival e um novo recinto. O MEO Marés, assim se chama o anteriormente designado MEO Marés, está de regresso, mas num novo espaço. O novo recinto é a Praia do Aterro, em Leça da Palmeira, Matosinhos, depois do festival ter-se realizado em três localizações diferentes: a praia do Cabedelo, a antiga Seca do Bacalhau e o Parque de Capismo da Madalena, todos em Vila Nova de Gaia.

 

As estruturas estão em montagem, na Praia do Aterro, as equipas espalham-se pelo recinto e os últimos ajustes marcam os dias que antecedem a abertura de portas do festival, que este ano se realiza, pela primeira vez, naquele espaço. Apesar da dimensão da operação, Jorge Lopes, CEO da PEV Entertainment, promotora do evento, garante que tudo estará preparado para receber o público. “Ainda não está tudo pronto, mas está a ficar. As equipas estão a trabalhar, motivadas por este clima incrível”, afirmou à Agência de Informação Norte, mostrando-se confiante de que, no dia 17, estará “tudo pronto para receber mais uma edição de três dias de muita música e muito boas experiências”.

A mudança de recinto obrigou a organização a redesenhar toda a operação do festival. Aquele responsável admite que “o maior desafio é efetivamente a preparação deste local”. Jorge Lopes explica que, apesar de o MEO Marés já ter mudado de localização três vezes “esta nova etapa obrigou as equipas a olhar para isto como se fosse o primeiro ano”, repensando a implantação das estruturas, para garantir a segurança e proporcionar a melhor experiência aos festivaleiros. Apesar do gigantesco desafio, Jorge Lopes ressalva que esta mudança cria “condições reforçadas para o público, artistas e parceiros”, garantindo “melhores acessos, maior acessibilidade”, permitindo “inovar e ter algumas experiências diferentes, não só pela música, mas também pela envolvência do espaço”, com atividades que a organizaão vai proporcionar para tornar a experiência do público “mais impactante”. O CEO da PEV Entertainment acredita que, por isso, que a mudança para Matosinhos representa também “uma oportunidade de crescimento” e garante que o feedback recebido tem sido “maioritariamente positivo”.

No que respeita aos acessos, a organização estabeleceu um protocolo com o MAR Shopping, onde estará disponível um parque de estacionamento servido por autocarros shuttle. Ainda assim, Jorge Lopes aconselha a utilização dos transportes públicos, que, sublinha, “param mesmo à porta do festival”.

Procura de bilhetes em alta

A edição deste ano do Meo Marés decorre nos dias 17, 18 e 19 de julho e fica marcada por vários regressos. No dia 17, regressa ao palco nortenho a banda portuguesa de hip-hop Da Weasel. O grupo apresenta-se no palco MEO com orquestra e sob direção do maestro Rui Massena, num encontro que reflete a aposta do festival em experiências artísticas diferenciadores, com forte ligação ao público português. Este concerto promete ser um dos momentos mais marcantes do MEO Marés 2026. Jorge Lopes garante que será “um espetáculo que só vão poder ver aqui no MEO Marés”, dividido em “três atos”. Antes dos Da Weasel, atuam também o grupo de Cascais Plutonio, o rapper porto-riquenho  Myke Towers e a formação nacional de hip-hop Dealema.

No dia 18, o cartaz é composto pela estreia no Marés do cantor britânico Seal, pelo regresso da banda inglesa James a este festival (onde já atuou em 2008, 2014, 2026 e 2022), e pelos portugueses Diogo Piçarra e Vizinhos.

No dia 19, o espetáculo “Deixem o Pimba em Paz”, protagonizado pelo humorista Bruno Nogueira e pela vocalista dos Clã Manuela Azevedo é o grande destaque do Palco Super Bock. Ambos vão interpretar canções populares, numa mistura de pop e jazz e numa desconstrução artística que se transformou num fenómeno de popularidade, nos últimos anos, em Portugal. Outro ponto alto será a atuação do porto-riquenho Ozuma, que promete transformar o areal numa pista de dança de reggaeton, como aconteceu no ano passado neste mesmo festival, ritmos que serão também trazidos ao Aterro com o venezuelano Danny Ocean. Antes deles, atuam a dupla de São Tomé e Príncipe Calema e a portuguesa Soraia Ramos.

 A poucos dias do arranque do evento, a procura pelos bilhetes reforça a confiança da organização. “O festival está praticamente esgotado no sábado e o domingo já está esgotado há umas semanas”, diz Jorge Lopes, acrescentando que esta adesão demonstra que o público “reconhece no MEO Marés uma identidade como sendo sua, como sendo a sua própria identidade”. Um reconhecimento que, admite, “só nos acarreta mais responsabilidade”. Essa questão da identeidade é, no dizer deste responsável, o que continua a distinguir o MEO Marés. Tratando-se de “um festival pensado  para toda a gente, onde pais e filhos podem partilhar a música e novas experiências”, é essa “convivência que constitui a essência do MEO Marés”.

Embora a edição de 2026 ainda não tenha começado, a organização já trabalha nas próximas. Jorge Lopes revela que a preparação de 2027 está em curso e que existem já “algumas coisas para 2028”, admitindo que gostaria de anunciar, ainda este ano, um ou dois artistas da próxima edição.

 

 

 

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