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«AS 3 Marias» e Simone de Oliveira no histórico Café Lusitano (com vídeo)

«Bipolar» marcou o regresso, nos finais de 2013, da banda portuense «As 3 Marias» aos principais palcos do país. O seu primeiro trabalho, «Quase a Primeira Vez», foi editado em 2009 e esteve em várias playlists em emissoras nacionais. Tendo como base o registo musical o tango fusão, a banda lançou recentemente o desafio a Simone de Oliveira para, juntas, partilharem vários palcos do país para um espetáculo envolvente e multissensorial.
Hoje não têm grandes dúvidas que já ocupam um espaço e um lugar de referência na música portuguesa. A recetividade ao disco «Bipolar» tem sido “excelente e temos conseguido cada vez mais conquistar mais público. O nosso objetivo é chegar ainda mais longe e mostrar a nossa música, o tango cantado e tocado no feminino, com toda a sensibilidade que nos é intrínseca”, refere Cristina Bacelar.

Sonhos e desafios não faltam a este grupo, que tem na voz e guitarra, Cristina Bacelar, Fátima Santos no acordeão e Lanina Khmelik no violino, que lançou recentemente o repto a Simone de Oliveira para juntas partilharem o palco, tendo como base o registo musical da banda – o tango fusão, num espetáculo intimista, envolvente e multissensorial. Um desafio aceite de imediato por Simone de Oliveira. “Este encontro aconteceu, pela primeira vez, no Casino da Figueira da Foz, no passado mês de Maio”., O reencontro aconteceu ontem e irá repetir-se hoje no histórico Café Lusitano, no Porto, onde é apresentado um “mix” de sensações e experiências.
“No fundo, é um reencontro, agora noutra cidade e noutro espaço físico. A Simone é um ícone da cultura portuguesa, é uma mulher com uma garra e com força extraordinária, quer como artista, quer como pessoa”. Este reencontro é uma partilha de sensações, de histórias traduzidas em música, onde a Simone “irá cantar um tema nosso, o Tango Maria, e nós temos um arranjo do “No teu poema”, refere Cristina Bacelar.

Nunca fiz um concerto no Porto

Apesar dos 56 anos de carreira, Simone de Oliveira garantiu à nossa reportagem, nunca ter feito um concerto no Porto. “Parece estranho mas não é” (risos). Os espetáculos “já estão esgotados” e será ainda “uma forma de eu poder agradecer ao Porto as coisas magníficas que ao longo dos anos me têm dado, desabafa a responsável da eterna «Desfolhada».
Quanto ao projeto «As 3 Marias», destaca a “qualidade musical, que é espantosa, a diferença que fazem da música e têm todas as possibilidades de fazerem uma carreira internacional”.
Por sua vez, as «As 3 Marias» garantem que ainda têm muito para escrever e transformar em música. Apesar de terem recebido já muitos “nãos”, hoje encaram os mesmos como “pérolas que vamos juntando e um dia ofereceremos a todos os que nos disseram não, ou não fôssemos nós um projeto de mulheres!” (risos). Mas de uma coisa têm a certeza: “Tudo vale a pena quando a alma não é pequena” e a(s) alma(s) de «As 3 Marias» é grande e ainda quer ser maior!”.
Ao longo dos anos, Cristina Bacelar, natural do Porto, não escondeu a sua paixão pela música. Docente de Educação Musical, faz bandas sonoras para cinema e teatro, é intérprete de canções para produções televisivas, dá aulas de guitarra, foi docente no Conservatório de Famalicão e, através da música, tem vindo a desenvolver um projeto inovador de ensinar matemática.
Recorde-se que a ideia de criar as «3 Marias» surgiu depois do disco «Descartabidade», homenagem a Florbela Espanca. Cristina Bacelar confessa que “nunca pensou que a banda fosse tão bem aceite pela crítica” e, por isso, “o «Bipolar» é um espelho que, independentemente da posição, retrata sempre a nossa música”.
Cristina entende também que a música não é mágica por si só. “É, principalmente, por aquilo que traz e retrata o que somos na vida”. Quanto à banda, afirma que são três amigas que, “ao longo do tempo, aprendemos a conhecermo-nos e a darmo-nos muito bem”.

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