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Fotógrafo da AIRinformacao estava próximo do local dos atentados em Paris

Ataques com tiros e explosões, medo, insegurança deixaram, na última semana, a cidade luz aterrorizada. O fotógrafo Carlos Vilela, estava a poucos metros de um dos locais dos atentados que fizeram 129 mortos em Paris e recorda o “terror e o medo” que viveu numa sexta-feira, 13.

“Senti uma insegurança indescritível perante uma situação que não sabemos quando vai terminar, onde será o próximo atentado e quando vai ser possível regressar a Portugal”. O fotógrafo Carlos Vilela, colaborador da AIRinformação, tinha chegado sexta-feira, dia 13 de Novembro, a Paris para acompanhar o Paris Photo, mas acabou por viver aquilo que considera ter sido uma noite de “terror, horas de medo, insegurança, ansiedade, tensão permanente”, uma vez que se encontrava num hotel muito próximo do Bataclan, sem saber se o local onde se encontrava seria ou não seguro.

Na altura em que começaram os atentados, Carlos Vilela tinha acabado de chegar ao hotel, mas assume não se ter apercebido da gravidade. Quando se preparava para sair do hotel “é que fui informado que não o podia fazer, teria que subir para o quarto, apagar as luzes, fechar as janelas, pois falavam que os terroristas andavam nos telhados”. Durante várias horas só se ouviam pessoas a gritar, carros de polícia e ambulâncias de um lado para o outro”.

Carlos Vilela ficou retido no hotel até meio da tarde de sábado. Quando saiu, por apenas “duas horas”, encontrou uma cidade sem transportes, com grande reforço policial, marcas visíveis dos atentados, lojas, cafés, restaurantes e bares fechados, muitas pessoas ainda em choque, a chorar, enquanto outras procuravam saber o paradeiro de familiares e amigos. “Paris tinha um silêncio assustador, um verdadeiro cheiro a morte que se sentia através do cheiro muitas velas e flores que se encontravam nos locais dos atentados em homenagem às vítimas”.

No domingo, as coisas começavam aos poucos a voltar à normalidade, mas “dificilmente esta cidade irá recuperar a confiança das pessoas”, aquilo que aconteceu foi “uma verdadeira tragédia. Paris é hoje uma cidade triste e silenciosa”, concluiu

“Cheiro a morte”

Recorde-se que foram seis ataques terroristas que atingiram a capital francesa. Morreram 129 pessoas e 352 ficaram feridas e 99 foram consideradas em estado grave. Entre as vítimas existem dois portugueses. Um homem de 63 anos, que morreu junto ao Estádio de França, e uma mulher de 35 que se encontrava na sala de espectáculos «Bataclan». As notícias davam conta que sete terroristas morreram, dois bombistas suicidas fizeram-se explodir junto ao estádio, tirando a vida a três pessoas. À mesma hora, dois tiroteios em restaurantes, próximos da Praça da República, provocaram 18 mortos.

O primeiro terrorista identificado era cidadão francês, filho de mãe portuguesa e de pai argentino. Foi identificado também aquele que é apontado como o possível suspeito de ter planeado os ataques de Paris. Trata-se de Abdelhamid Abaaoud, de nacionalidade Belga, apontado como grande mentor da operação.

Texto: António Gomes Costa
Fotos: Carlos Vilela

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