Espetáculos Nacionais

Marco Paulo emociona Coliseu do Porto completamente esgotado

Não é uma idade qualquer. São 50 anos de carreira de um nome incontornável da música ligeira portuguesa com cerca de 4 milhões e meio de discos vendidos. Marco Paulo subiu ontem, dia 5 de Março ao palco do Coliseu do Porto, sob os aplausos do público que preenchia na totalidade toda as cadeiras da sala de espectáculos mais emblemática da invicta. O artista tem ainda agendado a 12 de Março um espectáculo ao Coliseu de Lisboa, e outro no dia 24 de Abril na Portimão Arena. “São espectáculos especiais porque não é fácil acontecer num país como o nosso alguém festejar 50 anos de um artista que tem estado sempre em actividade”, assumiu à Agência de Informação Regional.

O artista apresentou-se com a canção «Como passaram os anos» e começou por dedicar o espectáculo a todos os seus admiradores. «Boa noite Porto. Obrigado por terem saído de casa. Hoje só vos quero ouvir a entoar estes meus êxitos destes 50 anos. Estas canções são vossas. Eu há muito que sonhava com esta festa». Entre cartazes e mensagens que saíam do público «és o maior! és lindo ou ainda: estás como o vinho do Porto!», estes 50 anos, no Coliseu do Porto, ficaram ainda marcados pelo encore do público com temas como «Nossa Senhora, Anita ou Joana”.

Apesar de ser considerado por muitos um verdadeiro ícone musical, Marco Paulo recusa aceitar rótulos de “famoso, vedeta, estrela”, pois encara a sua profissão como uma outra qualquer, onde o que conta “é o profissionalismo e o respeito pelo público”, e garante nunca pensou chegar a esta idade a cantar e de ter feito tantas coisas, como apresentar programas de televisão ou anúncios publicitários.

O espectáculo de ontem e o de Lisboa há muito que estão esgotados. O cantor subiu ao palco acompanhado por uma orquestra com mais de 20 músicos, e fizeram parte do alinhamento mais de 20 canções algumas delas obrigatórias como “Eu tenho Dois Amores”, Maravilhoso Coração”, “Sempre que Brilha o Sol”, “Taras e Manias”, Nossa Senhora e “Joana”. João Simão da Silva, que escolheu como nome artístico Marco Paulo, garante que estes espectáculos são ser de grande cumplicidade, alegria e emoções, pois gostava de ter nos espectáculos “as pessoas que eram mais próximas de mim. Vou sentir a falta dos meus pais, da minha irmã”, mas, para compensar todas essas ausências, contou com muitos amigos, familiares e com o público que o tem acompanhado ao longo destes 50 anos.

Pensei que nunca mais iria cantar

Aos 71 anos de idade confidenciou-nos que “é muito gratificante iniciar esta digressão na cidade no Porto”, porque foi precisamente nesta sala que reapareceu ao público, depois da doença que o vitimou. “Os aplausos que recebi nesse dia transmitiam-me aquilo que o público me queria dizer e que eu sentia também. “Eles pensaram que nunca mais me íamos ver a cantar e eu cheguei a pensar que nunca mais iria cantar”.
Marco diz que ainda hoje se emociona ao ver as pessoas cantarem as minhas músicas, “passados estes anos todos, “ como se as mesmas “fossem actuais”, referiu.

Viajando ainda pelas memórias na cidade invicta, “onde fiz grande parte dos seus espectáculos”, alguns foram muito especiais, recordando os do “Palácio de Cristal, a passagem de ano na Avenida dos Aliados, o S. João do Porto” e muitas outras actuações.

O cantor revelou que, ao longo do seu percurso profissional, teve sempre a sorte de contar com um reportório “muito vasto” e de ter sempre nos seus discos “várias canções de sucesso” e, se existe a canção da vida do cantor Marco Paulo escolhe, é o “Maravilhoso Coração”.

Marco Paulo recordou ainda o nome da cantora Fátima Caldeira que faleceu na véspera do concerto do cantor.

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