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Ágata confessa: “Quando morrer quero as minhas cinzas lançadas ao rio Douro”

Perdeu cerca de 20 quilos nos últimos meses. Aos 56 anos, a cantora olha para a vida e para a sua saúde de forma diferente. “Eu estava muito forte, deixava de gostar da minha imagem” e por isso “tinha que fazer algo por mim”. Os “piropos” para a sua elegância ajudaram ao seu emagrecimento. “Não é fácil emagrecer principalmente quando se gosta de comer, por exemplo, pão” (risos). Mas tudo muda quando “temos roupa que guardamos religiosamente na gaveta porque não nos serve e agora as podemos usar”, isso “estimula-nos a continuar o nosso objectivo sem grande esforço”.

Com cerca de 44 anos de carreira, a cantora editou recentemente um disco onde reúne «As minhas canções». À primeira vista parece um disco que junta os seus êxitos. Mas não é. “É um disco que me apeteceu fazer nesta altura”. Um álbum intimista que reúne canções que fazem parte da sua vida “mas cantadas por colegas”.

Depois do álbum de celebração da sua carreira com mais de 40 anos dedicados à música, a cantora surpreendeu os fãs com a gravação destes êxitos cantados originalmente por algumas das grandes divas da música brasileira.“Claro que pensei que o disco poderia não ser bem interpretado”, mas ao fim de todos estes anos “quero que este disco me permita fazer outro tipo de concertos”, nomeadamente “casinos, auditórios, salas de espectáculos, onde as pessoas possam apreciar, além da cantora, bons músicos e boas canções”, assume.

Ágata foi uma das intérpretes com maior sucesso nos anos 90, tendo conhecido muitos êxitos. Mas o certo é que lá vão mais de 23 anos e o tema «Perfume de Mulher» ainda não nos saiu da cabeça. “É claramente a canção da minha vida”. Ainda hoje se canta o «Sai… sai da minha vida» (risos) ou da menina que deu voz ao tema da série «Abelha Maia».

Apaixonada pelas coisas simples da vida, Ágata, que há vários anos escolheu a cidade de Chaves para viver, assume que há muito se considera uma mulher do Norte. Apesar de ir todas as semanas a Lisboa, o Norte é definitivamente a sua paixão. “Eu amo o Norte e quando morrer quero que as minhas cinzas sejam lançadas ao Rio Douro”, assegurou. Não sabe se a paixão surge pelo “facto do meu pai ser trasmontano”, mas de uma coisa tem a certeza, “já não sei viver sem estar no Norte”.

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