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Vídeo: Paulo Betti “Este monólogo é uma homenagem à minha família”

 “Autobiografia Autorizada” até domingo no Teatro Sá da Bandeira

O Teatro Sá da Bandeira no Porto acolhe, até domingo, um dos espetáculos do ator brasileiro Paulo Betti, figura bem conhecida dos portugueses pela sua participação em várias novelas, que se encontra em digressão em Portugal.
“Autobiografia Autorizada”, um monólogo interpretado pelo ator, que assinala os seus 40 anos de carreira. Tudo foi pensado ao pormenor por Paulo Betti, desde o figurino, a música, a iluminação, passando pelo cenário e as projeções.
Trata-se de uma peça inspirada nos textos que escreveu ao longo dos anos, em particular na sua adolescência. “Este monólogo é, na verdade, uma homenagem à minha família”, pois nele aborda a relação e vida dos pais, dos vários irmão e dos avós.
“Autobiografia Autorizada” estreou ontem no Porto, e aborda ainda a biografia do ator, mas também é “uma amálgama do Brasil profundo, inspirada pela inusitada história de superação e que o reconhecido ator, que percorre o trajeto riquíssimo da roça à cidade, conta um pouco da imigração italiana no Brasil”.
A peça balanceia entre momentos de verdadeiro humor com emoção à mistura, poesia e dor.

O ator brasileiro ficou célebre por personagens como Timóteo D’Alamberti, na novela “Tieta”, ou também Wanderley Amaral em “Mulheres de Areia”, Carlão em “Pedra Sobre Pedra”, Carlos em Chiquinha Gonzaga, era o Dr. Ricardo de “Malhação”, somando ainda uma longa carreira no cinema e no teatro.
O ator assume-me um apaixonado por Portugal. “Recebem-se sempre muito bem. Sou sempre muito bem tratado”. Quando à cidade do Porto, “sou um apaixonado. Adoro estas pessoas. maravilhosas”.
Paulo Betti, com 62 anos, é filho de uma camponesa analfabeta, que se mudou para a cidade por motivos profissionais, e que, com ele, tem 15 filhos (Paulo é o décimo quinto) e foi sempre “muito protegido pela família”. O pai era esquizofrénico, mas, apesar de algumas dificuldades da família, Paulo teve a oportunidade de estudar em boas escolas. Formou-se pela Escola de Arte Dramática da Universidade de São Paulo e foi professor na Unicamp.
O texto e a interpretação são de Paulo Betti e a direção é partilhada entre o ator e Rafael Ponz.

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