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Imaginarius toma conta de Santa Maria da Feira com 200 artistas e 125 apresentações gratuitas

O Imaginarius começa esta quinta-feira e durante três dias transforma o centro histórico de Santa Maria da Feira num espaço contínuo de criação artística. O festival reúne mais de 200 artistas de 16 países e leva às ruas 39 espetáculos de teatro, dança, música e performance, numa edição que assinala os 25 anos do evento.

Santa Maria da Feira volta a suspender o ritmo habitual para receber mais uma edição do Imaginarius – Festival Internacional de Artes Performativas em Espaço Público. Entre 21 e 23 de maio, ruas, praças e largos do centro histórico acolhem 42 companhias internacionais e um total de 125 apresentações gratuitas, distribuídas por diferentes espaços da cidade.

A edição deste ano inclui cinco estreias absolutas e 23 estreias nacionais, reforçando a dimensão internacional e experimental de um festival que, ao longo de 25 anos, consolidou uma relação próxima entre criação artística e espaço público.

A abertura oficial está marcada para as 18h00 desta quinta-feira, junto à Casa do Moinho, com a apresentação do Manifesto Imaginarius. O texto será reinterpretado pelo realizador feirense Guilherme Henriques, associado à chamada “Geração Imaginarius” e reconhecido pelo trabalho desenvolvido na videografia ligada à música extrema e alternativa.

A programação atravessa diferentes linguagens artísticas, entre teatro, dança, música, arte popular, artes digitais e performance, mantendo a ocupação do espaço público como eixo central do festival.

Entre os espetáculos em destaque está Mirage (un jour de fête), da companhia Cie. Dyptik, uma criação itinerante inspirada em referências culturais do Levante, onde o público circula entre dança, movimento e som. Já ADN, Odyssée Verticale, da companhia francesa Transe Express, suspende músicos e performers sobre a cidade, transformando o céu num plano cénico.

Num registo distinto, THAW, dos australianos Legs On The Wall, acompanha a lenta dissolução do gelo e a resistência do corpo à passagem do tempo. O Correfoc dos catalães Diables del Barri Gòtic voltará também a percorrer o centro histórico entre fogo, ruído e percussão.

O festival integra ainda a conferência “Imaginar: cultura, coexistência e cidade num mundo instável”, marcada para sexta-feira, às 14h30, no auditório da Biblioteca Municipal. O urbanista Charles Landry será o orador convidado numa sessão dedicada à relação entre cultura, cidade e formas de convivência no espaço urbano.

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