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Ílhavo quer criar Museu do Pão e reforçar afirmação do pão de Vale de Ílhavo

A criação de um museu dedicado ao pão de Vale de Ílhavo está entre as prioridades do executivo municipal, que pretende valorizar a tradição local e reforçar a identidade ligada à panificação.

Durante a Festa do Pão e dos Sabores de Vale de Ílhavo, o presidente da Câmara de Ílhavo, Rui Dias, anunciou a intenção de avançar com um espaço museológico dedicado ao percurso do pão, desde o grão até à mesa. A presença do Museu do Pão de Seia nesta edição, com uma exposição pensada para os «três a quatro mil visitantes esperados até amanhã», enquadra-se nessa estratégia.

 

Durante a Festa do Pão e dos Sabores de Vale de Ílhavo, o presidente da Câmara de Ílhavo, Rui Dias, anunciou a intenção de avançar com um espaço museológico dedicado ao percurso do pão, desde o grão até à mesa. A presença do Museu do Pão de Seia nesta edição, com uma exposição pensada para os três a quatro mil visitantes esperados até amanhã, enquadra-se nessa estratégia.

O autarca defendeu um projeto dinâmico, que ultrapasse o modelo tradicional. “Estender-se-á ao longo da linha de água que, no fundo, alimentava as azenhas e as moagens, onde se produzia a farinha que sustentava a indústria da panificação de Vale de Ílhavo”, explicou aos jornalistas. A concretização dependerá, contudo, de financiamento comunitário, considerado essencial para viabilizar o investimento.

Entre os objetivos passa também o reforço e crescimento do próprio evento, com a integração de outros produtos certificados. “Faz sentido  promovermos o nosso pão, mas não faz sentido se não o promovermos em conjunto com outros”, sustentou Rui Dias, sublinhando a importância de valorizar “um segmento de excelência da indústria da panificação”.

O autarca destacou ainda o papel da iniciativa na valorização do território rural, frequentemente secundarizado face à tradição marítima do concelho, lembrando o contributo das padeiras, das moagens e da atividade agrícola para a identidade local.

Entre os participantes, João Torrão, presidente da Associação Cultural e Recreativa Os Baldas, apontou a forte procura pelos produtos da associação, com “mais de dois mil pães vendidos”, apesar de uma afluência global inferior à de edições anteriores. “Achamos que a Festa do Pão tem de ser em Vale de Ílhavo, uma Aldeia de Portugal tem de ter lá a sua festa”, defendeu, recordando a origem da iniciativa ligada à Rota das Padeiras.

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